<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6139594132216958348</id><updated>2012-02-16T11:34:25.618-03:00</updated><category term='indecisões'/><category term='conselhos furados'/><category term='infidelidades'/><category term='Sr. Apêndice'/><category term='fim de relacionamento'/><category term='problemas no relacionamento'/><category term='rejeição'/><category term='traumas'/><category term='canalhices'/><title type='text'>Crônicas do Sr. Apêndice</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6139594132216958348/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Sr.Apêndice</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06401557361250199504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/S9qRaDfVwBI/AAAAAAAAAFc/v_Pnj5WAq58/S220/Official+Sr.+Apendice.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>18</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6139594132216958348.post-7732953159813666227</id><published>2011-06-11T21:07:00.006-03:00</published><updated>2011-06-11T22:47:52.136-03:00</updated><title type='text'>Namoro de ocasião</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Uma crônica em "homenage&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;m" ao Dia dos Namorados&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-ixmQ315cZkw/TfQGWgyoLzI/AAAAAAAAAQ0/yyXMjltuGEU/s1600/PAPER%2BBAG%2BCOUPLE%2B%2B2.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 150px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-ixmQ315cZkw/TfQGWgyoLzI/AAAAAAAAAQ0/yyXMjltuGEU/s320/PAPER%2BBAG%2BCOUPLE%2B%2B2.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5617121619067023154" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Como qualquer data comercial, o Dia dos Namorados também é um dia cretino. Aliás, talvez a mais cretina de todas as datas em que você é forçado a comprar um presente. O Dia dos Namorados ganha até do Natal e da Páscoa em termos de data mais cara de pau do calendário. Sim, pois a questão desse dia não é desejar "paz ao mundo aos homens de boa fé" e comer peru com aqueles parentes insuportáveis, muito menos se entupir de chocolate só porque Cristo ressucitou pelo enésima vez em um domingo. Não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O Dia dos Namorados é pior. Ele é mais vil, pois além de nos incutir a obrigação moral de comprar algum presente ridículo e brega (&lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(204, 102, 0); font-family: verdana;" href="http://img2.mlstatic.com/jm/img?s=MLB&amp;amp;f=166161566_505.jpg&amp;amp;v=O"&gt;como aquelas almofadas de coração com bracinhos com o escrito "Te amo um tantão assim"&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;), ele dissemina um pseudo-senso de romantismo exacerbado nas criaturas ao mesmo tempo em que nos faz refletir sobre nossa condição de seres carentes/necessitados/solitários/abandonados/infelizes, etc.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family:verdana;" &gt;É incrível, mas mesmo aqueles que se dizem alheios ao assunto acabam cedendo de alguma forma para a "importância" da data.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; O Dia dos Namorados consegue a façanha de incomodar até os solteiros convictos e os niilistas de plantão, que mesmo no alto de seu desdém romântico, ainda se importam em emitir pareceres indignados quanto ao dia 12 de junho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;No entanto, para o resto dos mortais, a data é sentida pelo peso que ela se propõe a ter. Para aqueles que namoram, o dia 12 tem o seu aspecto sacro. O ritual de comprar um presente, escrever um cartãozinho meloso, jantar um &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family:verdana;" &gt;fondue&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; e beber um vinho, e ainda ir para aquele motelzinho fazer um "papai e mamãe" faz parte do imaginário da data, e muitos colocam isso acima da própria importância da relação. Não importa se o namoro ande uma merda; dia 12 ele tem que dar rosas para ela não se sentir a pior pessoa do mundo. Dane-se se aquele casamento de 10 anos passa por uma crise abissal; na noite do Dia dos Namorados os dois vão sair para jantar em um restaurante caro e depois vão transar em nome da obrigação do rito. É eu sei, hipocrisia social mandou lembranças.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mas como disse no início desta crônica, isso faz parte da cretinice da data, como é comum em todas as datas comerciais. Natal só é Natal porque o Papai Noel é o verdadeiro espírito capitalista e Páscoa só é Páscoa porque Jesus Cristo era chocólatra e fã do Pernalonga. Com o Dia dos Namorados é a mesma coisa. As lojas não penduram centenas de coraçõezinhos vermelhos em suas vitrines porque é o dia internacional do transplante cardíaco ou porque é dia de dizer àquela pessoa especial que você a ama. Óbvio que não. O esquema é o mesmo de sempre: compre e mostre seu amor em 6 vezes sem entrada no cartão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sim, pois muita culpa de nos sentirmos tocados por essa data vêm dos apelos comercias vida a fora. Você liga a TV e vê &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(204, 102, 0); font-family: verdana;" href="http://www.youtube.com/watch?v=Yqpplv96Qbk&amp;amp;feature=related"&gt;propagandas emocionantes de perfumes com casais perfeitos protagonizando cenas tenras de romance barato;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; abre o jornal e se depara com um ensaio sensual de lingerie com os dizeres do tipo "neste Dia dos Namorados abuse de sua sensualidade". Porra! A interpelação midiática chega a ser covarde! &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family:verdana;" &gt;Por isso, mesmo que você não namore ou coisa do tipo, você acaba vivendo a data da mesma maneira.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Se você está solteiro, você é automaticamente apartado da data. Sim, pois todo mundo pode ganhar presentes no Natal, mas no Dia dos Namorados só quem namora. E todo mundo sabe como é um saco ver todo mundo abrindo presentes na sua frente e você não ganhar nada! &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family:verdana;" &gt;A carência é irmã do egoísmo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; Diante dessas circunstância, bate aquela revolta clássica contra a data. Surgem aquelas manifestações clichês: "eu não passo o 'Dia da Árvore' com uma árvore nem o 'Dia do Índio' com um índio, então  por que eu passaria o Dia dos Namorados com um namorado?". Resposta: porque, não, porque você não teve competência para isso! Então, se vire e aguente as histórias de suas amigas no outro dia se exibindo de como foi maravilhosa a noite do dia 12 e sacudindo as quinquilharias que ela ganhou do namorado "perfeito". Mas não se encane com isso, provavelmente a ocasião não foi nada daquele filme romântico que ela narrou. É tudo uma questão de exibicionismo. (Aproveite e destile seu ódio e seu recalque nesta criatura, hahaha).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mesmo assim, a grande maioria não entra nessa onda de revolta gratuíta. Muita gente cai na armadilha do namoro por ocasião. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family:verdana;" &gt;Ora, já que a data é cretina, vamos ser cretinos também.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; Dessa maneira, muitos promovem aquele rolo meia boca do fim de semana a um namoro sem ter a miníma e real vontade de namorar, só para não passar o dia 12 de junho "sozinhos". Ou então, aquela relação que está só se segurando pelos fiapos aguenta mais um pouco em nome da troca de presentes. E dá-lhe flores e bombons que vão durar mais tempo que o relacionamento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Esta é a realidade, e infelizmente a coisa não vai muito longe disso. Mas antes que vocês pensem que eu, o Sr. Apêndice, estou mais uma vez despejando um recalque insensato em cima de uma ocasião necessariamente importante no mundo das relações,  eu me defendo: é normal se sentir assim. Afinal, a culpa não é nossa, pobres mortais atirados no Coliseu do amor e entregues aos leões da realidade. É a nossa sina, e nós que vamos morrer, saudamos o imperador. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Bem, depois deste manifesto, creio que não vou parecer tão cretino em desejar a todos, namorados, solteiros, casados ou enrolados um Feliz Dia dos Namorados! Aproveitem seus ursinhos de pelúcias e suas fronhas de melhor namorado(a) do mundo, e se exibam bastante. Corram, e arranjem logo alguém para você sair para jantar neste dia 12, porque daqui há alguns dias, ninguém vai se importar mais com isso...  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6139594132216958348-7732953159813666227?l=cronicasdoapendice.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/feeds/7732953159813666227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/2011/06/namoro-de-ocasiao.html#comment-form' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6139594132216958348/posts/default/7732953159813666227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6139594132216958348/posts/default/7732953159813666227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/2011/06/namoro-de-ocasiao.html' title='Namoro de ocasião'/><author><name>Sr.Apêndice</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06401557361250199504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/S9qRaDfVwBI/AAAAAAAAAFc/v_Pnj5WAq58/S220/Official+Sr.+Apendice.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ixmQ315cZkw/TfQGWgyoLzI/AAAAAAAAAQ0/yyXMjltuGEU/s72-c/PAPER%2BBAG%2BCOUPLE%2B%2B2.png' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6139594132216958348.post-5574513385856698292</id><published>2011-05-31T23:59:00.002-03:00</published><updated>2011-06-01T10:12:38.191-03:00</updated><title type='text'>A Era da Inocência</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;Os relacionamentos costumam mudar consideravelmente nossa visão de mundo, mas só quando eles jogam com nossa inocência e ingenuidade é que realmente começamos a entendê-los.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Três coisas que eu&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" style="font-family: verdana;" href="http://1.bp.blogspot.com/-yIIIs3ODWQc/TeX94lQXoAI/AAAAAAAAAQg/4rZDl6jwB9w/s1600/Boo%2BPaper%2BBag.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 214px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-yIIIs3ODWQc/TeX94lQXoAI/AAAAAAAAAQg/4rZDl6jwB9w/s320/Boo%2BPaper%2BBag.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5613171659102461954" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; nunca deveria saber os verdadeiros e reais funcionamentos: democracia, restaurantes chineses e relacionamentos. O mundo parecia ser mais mágico quando eu não tinha o conhecimento de certas coisas que somente a experiência e a vivência me trouxeram. Vejam minha eterna cruzada com o amor; ele costumava ser doce como uma torta de chocolate quando ficava exposto na vitrine da confeitaria da vida. Hoje ele parece mais um pão integral macrobiótico, duro e quadrado como um tijolo. Como de um minuto para o outro eu deixei de comer torta de chocolate para comer um tijolo disfarçado de pão integral? Não sei, mas talvez a vida inteira tenha sido o tal tijolo integral. Eu que acreditava que ele tinha gosto de bolo de chocolate...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sentimentos têm mesmo sua parcela de ingenuidade, e consequentemente, de infantilidade. Ora, o que é o platônico amor eterno para nós, senão uma espécie de Papai Noel para uma criança de 5 anos? Eu, por exemplo, achava que Papai Noel realmente existia. Quando me contaram que tudo era uma farsa, admito que demorei para assimilar. E nem digo que o decepcionante foi descobrir que Papai Noel era na realidade o meu tio com um travesseiro debaixo da roupa e de barba de algodão inebriada de champagne derramada. Não. Minhas desilusões com a crença do bom velhinho vieram a partir do momento em que descobri o "faça suas compras de Natal e pague só a primeira parcela em março, tudo sem juros no cartão!". Hoje, "ho-ho-ho" eu faço quando chegam às faturas do Mastercard.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ok, mas deixando a indignação com o espírito do capitalismo de lado, a verdade é que os tempos se tornam duros a partir do momento em que a inocência é despejada a chutes do apartamento de ilusões pela síndica da realidade. Volto a dizer que os sentimentos, ainda mais quando começamos a desbravá-los, nos remetem a uma espécie de mundo "infantilóide", típico da TV Cultura com seus programas educativos &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;a la &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a style="color: rgb(204, 102, 0); font-family: verdana;" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Castelo_R%C3%A1-Tim-Bum"&gt;Castelo Rá-Tim-Bum&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;. Nas questões amorosas e nos relacionamentos rola mesmo uma ingenuidade forçada, assim como a interpretação escrachada dos atores desses programas (quem não sentia vergonha alheia quando via aqueles babacas vestidos de passarinhos no &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(204, 102, 0); font-family: verdana;" href="http://www.youtube.com/watch?v=81aHBHRPJsA&amp;amp;feature=related"&gt;"Passarinho que som é esse?"&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não que isso seja tão ruim assim, afinal, dizem que existe uma criança interior em todos nós. O problema é que essa pirralha insiste em se manifestar em momentos cruciais de nossas vidas, principalmente em nossos relacionamentos e em nas nossas escolhas políticas. Não sei se as manifestações dessa criança têm a ver com marmanjos colecionando figurinhas do Campeonato Brasileiro, ou com quarentonas comprando &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(204, 102, 0); font-family: verdana;" href="http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-180746887-boneca-barbie-dentista-que-fala-em-espanhol-mattel-_JM"&gt;Barbies no Mercado Livre&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;, alegando que são raras e de coleção. No entanto, imagino que todo o ranho e cocô nas calças que essa criança interior faz se transfere para nossa área sentimental. Ora, só isso pode explicar a quantidade de sujeira que fazemos em nossa vida amorosa, especialmente quando tomamos atitudes baseadas em nossa própria inocência dos fatos. Parecemos verdadeiras crianças com diarreia e sem a mãe para ir nos limpar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Pois, seja na vida, seja no amor, há coisas que são como são e nunca ninguém as questiona. A gente só acredita e se resume a nossa insignificância. "Verdades universais" e "regras invisíveis e intransponíveis" simplesmente nos regem e nos comandam sem que nos realmente saibamos de onde elas surgiram ou quem foi o cretino que as inventou. Engolimos tantos "porque sim!" e balançamos sempre a cabeça, como crianças assustadas com o Bicho Papão que pode nos pegar caso façamos alguma bagunça. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Ingenuidade é fogo, mas quem vive dela nunca sente as queimaduras.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; É como ter todos os dentes permanentes, mas guardar um que eventualmente caia debaixo do travesseiro à espera da Fada do Dente. (Que por sinal, é uma baita mão de vaca! A muquirana só me deixava umas moedinhas que m&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" style="font-family: verdana;" href="http://2.bp.blogspot.com/-hybuJnRVJhw/TeYJbdcMyjI/AAAAAAAAAQo/aNlRFxH8WAs/s1600/Inocencia%2B-%2BKid%2BApendice%2B2.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 221px; height: 258px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-hybuJnRVJhw/TeYJbdcMyjI/AAAAAAAAAQo/aNlRFxH8WAs/s320/Inocencia%2B-%2BKid%2BApendice%2B2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5613184352927926834" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;al dava para comprar bala...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Evidentemente, há casos e casos sobre inocência e ingenuidade. Nem todo mundo cai duas vezes no mesmo truque do "estou doente em casa", enquanto na realidade a criatura está na farra. Do mesmo jeito, existem ingênuos de plantão que vivem a chafurdar no engodo do "eu te amo para sempre" ou "você é a única pessoa do mundo para mim". Mas isso fica de acordo com a espessura da garganta ou com os limites da paciência para engolir qualquer bobagem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Porém, mesmo assim, mesmo após levarmos centenas de cacetadas na cabeça, ainda persistimos em recorrer aos mesmos erros, todos baseados numa ingenuidade mais retornável que garrafa de vidro de Coca-Cola de 1 litro. E não adianta a história de que o mundo te endureceu após você ter perdido a inocência (sem alusões a virgindade, por favor...), e nem venham com o repeteco do "não caio mais nessa". Uma hora sempre falhamos em nosso próprio discurso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;É aquela coisa de apostar sempre na loteria, mesmo sabendo que você tem 99,7% de chances de não ganhar. Mas ah, vai que um dia você acerte e ganhe toda aquela bolada acumulada sozinho? Aproveite o otimismo que a Dona Ingenuidade te proporciona, compre um bilhete na loteria, coloque os números do Lost e boa sorte! Não, sejamos pé no chão. Melhor mesmo é fazer campanha para aquele candidato a deputado federal que te prometeu uma vaga de assessor e um salário de R$5,000 caso ele fosse eleito. Se ele não prometeu o mesmo para mais uma centena de gente? Claro que não, foi só para você. Não é mesmo, Dona Ingenuidade?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ir contra nossas crenças, especialmente contra coisas que nos fazem bem, como o amor, é algo extremamente complicado. Atingir a aceitação da realidade dos fatos é uma tarefa de elevação e transcendência tão complicada que até um monge tibetano arrega. Quando caímos nos questionamentos cíclicos e sem respostas do tipo "por que meu relacionamento não deu certo?" ou "o que eu poderia ter feito de diferente?", ficamos novamente naquele esquema de criança na fase do "por quê?": "por que o céu é azul?", "por que Papai do Céu levou o Totó de nós?", por que a mamãe se tranca no quarto com o vizinho sempre que você vai trabalhar papai?".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Triste, mas nossa inocência e ingenuidade não nos preparam para evitar os golpes duros da vida, e nesse caso, o amor é faixa preta e campeão de vale-tudo. Porém, como só quem levou um soco na boca é que sabe quanto custa um implante dentário, vale ficar sempre alerta. Já dizia o pensador (pouco conhecido pela maioria, mas vai um momento de erudição gratuito para vocês) &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(204, 102, 0); font-family: verdana;" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Roland_Barthes"&gt;Roland Barthes&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;: "sempre duvide do que é óbvio". É...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sim, eu sei. Tantas desilusões provindas de tantos relacionamentos me deixaram um pouco paranoico. Mas faria diferença se eu não fosse? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Com ou sem ingenuidade, a vida continua a não nos dar certeza de nada&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;. Ninguém pode nos dar nem 10 nem 100% de certeza de que tudo vai ser sempre perfeito como foi na lua de mel. Não, não há garantias de amor eterno, assim como ninguém muda suas atitudes românticas depois de uma conversa profunda e sensível. E por aí a coisa vai. Ou melhor, não vai.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Uma vez em uma conversa de MSN da vida me chamaram de &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(204, 102, 0); font-family: verdana;" href="http://cronicasdoapendice.blogspot.com/2010/05/teu-mal-e-recalque.html"&gt;recalcado &lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;por eu sustentar tais afirmações. Desculpem-me por ser emissário de notícias tão trágicas, mas os relacionamentos na vida real não são iguais aos dos filmes, novelas e livros do tipo "Querido John" ou "A Última Música". Foi mal aí, mas a vida não é assim. E mesmo que fosse, duvido que alguém aguentaria viver sempre daquele jeito, com toda aquela baboseira e melação, várias e várias vezes repetidas. Querem "um amor para recordar" todo santo dia? Vocês &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;realmente &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;tem certeza disso? Então, boa sorte. E comprem bastante Engov e sal de fruta. (E recalcado é a PQP!)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Descobrir quais são os caminhos e as desembocaduras do fluxo dos relacionamentos pode não ser a coisa mais divertida do mundo, mas isso faz parte se queremos saber das grandes respostas das perguntas que eternamente nos urgem. Afinal, nem toda diversão é sempre diversão, sempre temos variáveis no nosso caminho. Nem todo sexo é bom, nem toda pizza tem queijo catupiry e nem todo parque de diversões tem montanhas-russas. É crianças, a realidade é outro departamento...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Falando em montanhas-russas, conhecer o funcionamento dos relacionamentos é como ir dar uma volta em uma. Assim como nos relacionamentos, elas nos divertem, nos assustam, são cheias de voltas, emoções, altos e baixos, náuseas, adrenalina e dos famosos frios na barriga. Quando chegamos ao final do percurso, ou vomitamos ou queremos ir de novo. E para nossa surpresa, se você anda demais na mesma montanha-russa, mesmo que seja uma daquelas gigantescas da Disneyworld, a emoção não será sempre a mesma. Os frios na barriga e até mesmo o coração na boca não são mais os mesmos depois de você ter decorado todas as curvas e &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;loops&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;. Infelizmente, nos relacionamentos também é assim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mas você pode ainda conservar a ingenuidade que resta na sua criança interior e sair por aí procurando por outras montanhas-russas. Afinal, o que não falta no mundo são parques de diversão, e todos sempre têm a "a maior montanha-russa do mundo". Vão lá, levem suas crianças para passear. E não adianta, ninguém consegue conter uma criança, mesmo que seja a tal interior. Bem, todos sabem como age uma criança chata numa loja de brinquedos; quando ela quer algo e coloca isso na cabeça, a fedelha enche o saco, grita, chora e esperneia até ganhar. (Mas nada como umas palmadas para acalmar a peste...) Por isso pensem bem antes de darem vazão a inocente criança de dentro de vocês no mundo dos relacionamentos. Pois, conforme alguém me disse esses tempos, "quem dorme com uma criança, acorda mijado..."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6139594132216958348-5574513385856698292?l=cronicasdoapendice.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/feeds/5574513385856698292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/2011/06/era-da-inocencia_1417.html#comment-form' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6139594132216958348/posts/default/5574513385856698292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6139594132216958348/posts/default/5574513385856698292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/2011/06/era-da-inocencia_1417.html' title='A Era da Inocência'/><author><name>Sr.Apêndice</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06401557361250199504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/S9qRaDfVwBI/AAAAAAAAAFc/v_Pnj5WAq58/S220/Official+Sr.+Apendice.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-yIIIs3ODWQc/TeX94lQXoAI/AAAAAAAAAQg/4rZDl6jwB9w/s72-c/Boo%2BPaper%2BBag.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6139594132216958348.post-547031719041708407</id><published>2011-04-05T10:48:00.013-03:00</published><updated>2011-04-07T23:00:06.499-03:00</updated><title type='text'>As regras do jogo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;No jogo do amor, nós fazemos as regras ou elas nos fazem?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Rolem os dados, façam suas apostas. Ok, o papo pode começar com um clima de Las Vegas, mas é o mesmo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;lengalenga &lt;/span&gt;de sempre, ou seja, relacionamentos e suas desgraças. Aliás, falar de jogatina e de relacionamentos no fundo é tudo a mesma coisa, pois o assunto é repl&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-iENyP-myNWA/TZsw11IC0pI/AAAAAAAAAP4/tsIDNq2F6rE/s1600/Talvez2.JPG"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 243px; height: 287px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-iENyP-myNWA/TZsw11IC0pI/AAAAAAAAAP4/tsIDNq2F6rE/s320/Talvez2.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5592117063662621330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;to de expectativas, desilusões, perdas eternas, ganhos esporádicos e canalhices casuais. Con&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;fesso a vocês que pensando no assunto, adoraria estar escrevendo sobre &lt;span style="font-style: italic;"&gt;strip pôquer&lt;/span&gt;, mas c&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;omo tr&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;adição, vamos descambar mesmo em mais uma rodada do inconstante e caótico jogo do amor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Falar em jogo, querendo ou não, sempre vai nos remeter a assuntos como diversão, competição, regras, vícios, perdas e ganhos, sorte e azar. Ironicamente, falar em relacionam&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;entos não vai muito longe disso. Porém, vale lembrar que começar um relacionamento nem sempre é&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; o mesmo que sentar numa mesa de&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; jogo e esperar que a boa sorte nos ajude em nossos lances. (&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Até mesmo porque, q&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;uando se tratava de &lt;a style="color: rgb(204, 102, 0);" href="http://www.google.com.br/images?hl=pt-br&amp;amp;client=firefox-a&amp;amp;hs=6m7&amp;amp;rls=org.mozilla:pt-BR:official&amp;amp;q=Banco%20Imobili%C3%A1rio&amp;amp;um=1&amp;amp;ie=UTF-8&amp;amp;source=og&amp;amp;sa=N&amp;amp;tab=wi&amp;amp;biw=1024&amp;amp;bih=578"&gt;Banco Imobiliário&lt;/a&gt; eu roubava dinheiro do banco &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pra caralho&lt;/span&gt;!)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Relacionamentos não têm regras, mas essa é uma verdade refutada por todos aqueles que entram num.&lt;/span&gt; Na realidade, acho bastante interessante a maneira como muitas criaturas tratam o amor e seus desatinos como jogos estratégicos ou de azar. Por essa ótica, fica fácil pensar que várias vezes apostamos e perdemos o coração na roleta da vida, ou então que as coisas não der&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;am certo  devido a uma cartada inesperada do destino. (Ou por causa daquele Coringa FDP que apareceu naquela trinca de última hora...)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Alguém um dia deve ter dito (e se não disse, eu me aproprio da frase agora mesmo!) que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;n&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;o jogo do amor não há vencedores, só perdedores.&lt;/span&gt; Sei de histórias de cassinos que reservam uma sala especial com um revólver carregado, para o caso de alguém que tenha perdido tudo decida se matar ao invés de sucumbir em dívidas. Não que nos relacionamentos as coisas sejam lá muito diferentes, pois as pessoas costumam perder muito mais do que os seus sentimentos apostados no jogo do "eu te amo".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mesmo assim, todo mundo vive jogando esse jogo que não tem regras, mas que no final das contas nem é preciso, pois gostamos mesmo é de inventá-las e complicá-las. Aliás, eu que sempre defendi a tese de que os relacionamentos são complicados, me permito a uma contradição: os relacionamentos talvez sejam simples, complicados mesmo são os seres que se envolvem neles. Querem entender meu raciocínio  pelo viés da jogatina?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Pensem em um baralho (desses normais, 52 cartas de 4 naipes diferentes). Ok, agora pensem em quantos tipos de jogos você pode jogar com apenas esse único baralho? Centenas. Sim, eu disse CENTENAS. Para se jogar CENTENAS de tipos de jogos, tudo que você precisa é de UM único baralho, que você compra em qualquer lojinha ou bazar de esquina. Ora, a vida é assim: ninguém fica só no Pif-Paf, Dorminhoco, Buraco e Paciência para sempre. Pensando bem, no "Dorminhoco", "Buraco" e  na "Paciência" muita gente fica por longos tempos... (Ai, que trocadilho podre! Morra, Sr. Apêndice, morra...). De qualquer maneira, haja desocupação nesse mundo para se inventar tantas regras e métodos para que tudo acabe no costumeiro "você perdeu, eu ganhei". (Sempre me pergunto por que as pessoas inventam maneiras de complicar tanto às coisas ao invés de apenas simplificá-las! Eu, por exemplo, daria o prêmio Nobel àquele ser que inventasse um pão de cachorro-quente que não fizesse a salsicha escapar enquanto tentamos mordê-la...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evidentemente, em certos jogos vencer ou perder não é o principal, como nos falam os técnicos frouxos e pseudo-sábio&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;s de filmes de superação de Sessão da Tarde (daqueles de roteiros clichês em que o time perde o tempo todo, mas que no final consegue uma vitória emocionante e milagrosa); "o importante mesmo é jogar e se divertir", eles repetem todo o tempo. Piegas ou não, foi através dessa fórmula que a indústria do videogame ficou milionária. De certa forma, esse poderia ser o caso dos relacionamentos, mas isso seria um tanto óbvio. Afinal, por mais que a adrenalina, o risco, e a expectativa do resultado incerto nos conduzam, acredito mesmo, como falávamos anteriormente, que inventar regras parece ser um dos motivos mais estimulantes para todos que se envolvem e embarcam em uma relação. Estimulantes não, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;penosos&lt;/span&gt;, se me permitem a retificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É aquela velha história, tipicamente ilustrada pelo caso de duas pessoas que recém se conheceram e resolveram entrar no jogo da conquista. Eles trocam o número de telefone, MSN, Orkut, Facebook, mas no fundo eles querem mesmo é trocar saliva e fluídos. Logicamente, eles não podem dar seus braços a torcer, pois nada pode ser tão fácil e simples como se supõe. Logo, eles resolvem criar as tais regras e complicar tudo. Ele poderia ligar para ela a qualquer hora, convidá-la para sair ou simplesmente pergunt&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ar "como foi seu dia". Mas é claro que ele não vai fazer isso. Esperar pelo menos dois dias para entrar em contato e criar um clima de mistério são as suas regras. Aí, ao invés de ligar, manda uma mensagem de texto "despretensiosa", tentando mascarar seu óbvio interesse com palavras minuciosamente selecionadas, pensadas e repensadas várias vezes. Enquanto ela não responde, ele padece sobre o interlúdio torturante do tempo de espera. Mas tudo bem, ele fez a sua jogada em seu turno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela, por sua vez, poderia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-mM38_gUM-pc/TZsxXdDDfCI/AAAAAAAAAQI/JJo6h98DdhI/s1600/Talvez3.JPG"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 228px; height: 171px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-mM38_gUM-pc/TZsxXdDDfCI/AAAAAAAAAQI/JJo6h98DdhI/s200/Talvez3.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5592117641314794530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; ter feito o mesmo que ele antes. Sabe-se lá quantas vezes já fuçou e espiou o Orkut e Twitter dele com o intuito de descobrir alg&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;o, mas se conteve a entrar em contato e acalmar sua ansiedade pois estava jogando de acordo com as regras daquela disputa. Por tradição, era o celular dela que deveria esperar a primeira chamada, e não vice-versa. E aí eu pergunto a vocês, estratégicos leitores: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;qual a finalidade de tudo isso? Alimentar as expectativas, adiar uma desilusão inevitável ou simplesmente jogar de acordo com as regras desse jogo&lt;/span&gt;, ridículo se pararmos para analisar. Mais uma vez, façam suas apostas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também já vivi e presenciei relacionamentos que mais pareciam um jogo de xadrez, pois cada lado calculava seus próximos passos na relação com tanta cautela e estratégia, que fariam um enxadrista profissional parecer um afobado. Um lado não dizia nem fazia nada enquanto o outro não fizesse nem dissesse o mesmo, como se ambos estivessem sempre jogando pelas falhas alheias. Se um sentimento fosse revelado, ou escapasse sem querer pelo calor da hora, o risco era o mesmo que entregar uma torre para um peão, pois nunca se sabia qual seria a jogada que o outro lado estava a tramar. No final, o xeque-mate tão temido por ambos os lados era dispensado, pois o jogo acabava com a desistência mútua, pois jogar em uma relação pode ser também muito exaustivo e depcionante. Olhando o tabuleiro abandonado com as peças desordenadas por horas de um jogo frio e calculista, o substrato da relação acabava pelo repúdio a tantas regras e pela inconformidade de tanto tempo perdido. As peças não tombaram tampouco as regas criadas em nome da partida, justamente ao contrário dos sentimentos de seus jogadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Normalmente nos relacionamentos, se você não dá um xeque-mate nas regras, elas dão um xeque-mate em você. Não existem apostas ou estratégias mirabolantes nessa hora. Nunca ninguém questiona os reais motivos pelos quais devemos agir de acordo com esses regulamentos, pois no final das contas, as únicas arbitrariedades que valem no campo dos sentimentos, são aquelas apitadas por nossos próprios corações. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Drástico, mas tememos os cartões vermelhos mesmo sem termos entrado no jogo para cometer algumas faltas.&lt;/span&gt; "É amigo", como diria o insuportável do Galvão Bueno, "Copa do Mundo..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por deboche do destino, enquanto o mundo girar, a roleta dos sentimentos vai fazer o mesmo. Da mesma forma, os relacionamentos ainda vão ser as partidas favoritas daqueles que buscam completude sentimental, emoções, e altas doses de adrenalina no tabuleiro da vida. Preparem-se, pois o jogo do amor sempre será mais apostado que a Mega Sena e mais recorrido  do que par-ou-ímpar. As regras seguirão sendo inventadas, modificadas e readaptadas, mas isso faz parte se queremos entrar nessa jogatina, em que ganhar ou perder fica só por nossa conta e risco. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Afinal, se precisamos e inventamos as regras, é devido ao medo de enlouquecermos nesse jogo.  As regras nos enganam, pois com elas pensamos que estamos fazendo às coisas certas. &lt;/span&gt;Ganhar ou perder, não importa, nós, meros mortais, vamos apenas seguir jogando, pois a banca do cassino das ilusões nunca quebra. Então senhoras e senhores, façam suas apostas e que rolem os dados...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6139594132216958348-547031719041708407?l=cronicasdoapendice.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/feeds/547031719041708407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/2011/04/as-regras-do-jogo.html#comment-form' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6139594132216958348/posts/default/547031719041708407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6139594132216958348/posts/default/547031719041708407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/2011/04/as-regras-do-jogo.html' title='As regras do jogo'/><author><name>Sr.Apêndice</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06401557361250199504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/S9qRaDfVwBI/AAAAAAAAAFc/v_Pnj5WAq58/S220/Official+Sr.+Apendice.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-iENyP-myNWA/TZsw11IC0pI/AAAAAAAAAP4/tsIDNq2F6rE/s72-c/Talvez2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6139594132216958348.post-5449015346807799877</id><published>2011-03-03T20:11:00.012-03:00</published><updated>2011-04-05T06:25:55.126-03:00</updated><title type='text'>"Foi só mais um amor de verão..."</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=";font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Com o fim do verão, mais romances e corações ficaram à deriva das ondas na beira da praia. Mas afinal, pode essa estação acabar colocando areia nos relacionamentos?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/-WZdVyFcaDFI/TXAgWjVdvJI/AAAAAAAAAPg/QsTWFOXZ0ew/s400/Selecionada%2BVer%25C3%25A3o%2B01.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5579995510126525586" border="0" /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;" class="Apple-style-span"  &gt;Tão clichê quanto chinelo havaiana e protetor solar&lt;span class="Apple-style-span"&gt;, só mesmo o lendário mito de encontrar um amor no verão. &lt;span class="Apple-style-span"&gt;Bastam os dias ficarem mais quentes, os ânimos mais exaltados e as roupas mais curtas, que logo todo mundo pensa que faz parte daquela música insuportável do &lt;a style="color: rgb(204, 102, 0);" href="http://www.youtube.com/watch?v=n4FXPTwjIok"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;"vem chegando o verão, um calor no coração... blábláblá"&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Bem, "amor de verão" ou "paixão de temporada", a realidade é que mais uma vez estamos tratando de sentimentos exaltados. A encrenca como sempre é a mesma, a diferença é que agora ela acontece na beira da praia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para começo de conversa, essa de "amores de verão, que vem e que vão", é sempre uma coisa superestimada. "Amor", por assim dizer, é algo bem mais complicado e não pode se resumir àquela paixonite de 2 ou 3 semanas. Porém, ninguém duvide da intensidade pela qual esses romances de veraneios se sustentam.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;" class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho belo e drástico aqueles casos de pessoas que se apaixonam em um &lt;span class="Apple-style-span"&gt;verão, e depois são obrigadas a lidarem com o fim prematuro do romance; pois ele vai r&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;etornar para Pindamonhangaba depois das férias, e ela vai ficar sozinha naquele litoralzinho do fim do mundo. Sempre há uma beleza agridoce naquelas histórias de pessoas de cidades distantes, que se conheceram durante o carnaval em um balneário qualquer, lá onde Judas perdeu os chinelos, e depois tiveram q&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;" class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;ue se separar. Prometeram manter a relação à distância, juraram amor eterno; trocaram MSN, Orkut, Facebook e o escambau; mas o que&lt;span class="Apple-style-span"&gt; era para ser para sempre, não durou mais do que dois tele&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;fonemas em março. O amor de outrora ficou enter&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;rado nas areias daquela mesma praia em que se apaixonaram, justamente como aconteceu com o centenas de outros.&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a vida tem dessas coisas, e como todas as relações, elas sempre terminam de algum jeito.&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Nesses casos, são mais corações à deriva, só &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;que das ondas na beira da praia. Já diz o ditado, "amor de praia não sobe a serra", tudo fica sempre sendo apenas "mais um amor de verão". &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Contudo, apesar de eu continuar achando que essa crença só se mantém viva devido ao sol que derrete os miolos das pessoas, a verdade é que existem inúmeras possibilidades de se encontrar um romance ou rolo no verão. E as probabilidades de se apaixonar nessa temporada, são as mesmas de se pega&lt;span class="Apple-style-span"&gt;r uma intoxicação alimentar na praia, após se comer um pastel de camarão de procedência duvidosa. Enfim, as chances são grandes e os motiv&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;os são vários.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lado mais poético e afemina..., quer dizer, sensível (!) das pessoas tende a ver os dias de verão como uma renovação da vida e das esperanças. &lt;/span&gt;&lt;b style="font-family: verdana;"&gt;É como se o sol brilhasse dando uma nova chance aos nossos sentimentos mofados, e o calor da estação, assim como um&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-RmbCMaRV4fc/TXAxmCnmAMI/AAAAAAAAAPw/_stZl_U74W4/s1600/Selecionada%2BVer%25C3%25A3o%2B02.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 182px; height: 225px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-RmbCMaRV4fc/TXAxmCnmAMI/AAAAAAAAAPw/_stZl_U74W4/s200/Selecionada%2BVer%25C3%25A3o%2B02.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5580014467919773890" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style="font-family: verdana;"&gt; microondas, derretesse nossos corações congelados pelo frio &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;" class="Apple-style-span"  &gt;&lt;b&gt;do inverno e pelas decepções &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;" class="Apple-style-span"  &gt;&lt;b&gt;passadas.&lt;/b&gt; Até mesmo porque, em decorrência das férias que coincidem com essa época, há mais tempo para não se f&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;azer nada. Por conseguinte, ficamos com a cabeça mais livre para se pensar e fazer&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; be&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;steiras, o que nos coloca numa situação de risco para acabarmos nos apaixonando. Além disso, as mudanças de ares da estação costumam instigar nossos devaneios românticos. Assim, qualquer beira de praia ou piscina de lona de 1000 litros em uma noite estrelada, já serve como cenário atípico para nos interessarmos por qualquer turista com sotaque diferente, bronzeado cor de pimentão e hálito de caipirinha. No verão, especialmente na praia, tudo é diferente. Não há as mesmas obrigações costumeiras de antes, a rotina praticamente inexiste nos casais. Tudo pode virar uma aventura entre tomar um banho de sol à tarde e se fazer um lual à noite.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;" class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;" class="Apple-style-span"  &gt;Por um outro lado, mais realista e menos afetado que o citado anteriormente, é nesse p&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;" class="Apple-style-span"  &gt;eríod&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;" class="Apple-style-span"  &gt;o que as pessoas en&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;" class="Apple-style-span"  &gt;tram em uma fase animal de ebulição hormonal (titi&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;" class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;o &lt;a style="color: rgb(204, 102, 0);" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_Darwin"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Darwin &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;pode confirmar isso); ou seja, é por isso que nós, como bons primatas, saímos por aí cumprindo com nossos instintos&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; biológicos conforme prevê a mamãe natureza. Pois, se você parar para pensar um pouco, amor, p&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;aixão e qualquer coisa ligada a isso, pode ser uma boa sinonímia para explicar nossos instintos animais e nossa necessidade evolutiva de copular e disseminar a espécie. &lt;b&gt;Em resumo, desculp&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;as para o amor, como no caso dessas de histórias de v&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;erão, é no final das c&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;ontas, mais uma justificativa para se fazer sexo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;" class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; se tratando do conjunto amor/verão, às coisas sempre vão um pouco além. Ironic&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;" class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;ame&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;" class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;nte, é nesse período, que segundo as pesquisas em que ninguém &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;confere os dados, no qual os casa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;" class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;is mais de&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;" class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;smancham seus relacionamentos. A des&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;culpa é sempre a mesma: "é verão, época de curtir a vida". O que isso significa titio Darwin?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;" class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;" class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Ora, se o macaco quer pular nos galhos de outras macacas, algum elemento daquele casal bacaninha do inverno vai querer aproveitar "os dias mais quentes,&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; os ânimos mais exaltados e as&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;" class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;" class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;rou&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;" class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;pas mais curtas". Logo, vai querer cumprir com sua conduta biológica. Mais pessoas transitam pelas ruas, dormem mais tarde, consomem mais alcool e ficam mais propensas à caça. Segund&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;" class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;o os biólogos de plantão, a maioria das espécies aproveita mesmo os dias mais quentes para se reproduzirem, e fazem isso com o maior número de parceiros(as) possíveis (só os pinguins são monogâmicos e fieis durante toda a vida, mas lembrem-se: eles vivem na Antártida!). Naturalmente, não vemos os resultados de toda essa eferverscência em nossa sociedade humana, pois o que não nos falta são métodos contraceptivos. (Mesmo assim, estatisticamente, aqui no Brasil, os meses de Setembro a Novembro são os com as maiores taxas de natalidade. Esse fenômeno é ch&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;" class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;amado pelos especialistas de "Efeito Carnaval". Ok, isso são mais dados que ninguém confere a legitimidade)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;" class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante disso, e de todos esses esquemas de biologia, hormônios e disseminação da espécie, os "eu te amo para sempre" ditos sob um calor escaldante de 40º graus em um fim de tarde praiano, não são meros acasos. Todavia&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;, vocês certamente sabem de inúmeros casos e casais que deram certo e começaram com uma história de verão. Tudo bem, &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;mas eu sei de mais outras centenas de amores de outono, primavera e inverno que também deram certo e ninguém fica dizendo por aí: "ah, aquele frio de gelar nossos ossos foi o responsável por nosso amor..." Como já disse, tudo é mais superestimado no verão. Aliás, tudo é sempre superestimado quando se trata do coração.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;" class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como sempre é o coração que está em jogo, ao final da estação o ditado "amor de verão não sobe a serra" acaba perdurando. Aquela paixão e aqueles dias quentes sempre farão parte de nossas memórias, justamente por terem se sobressaído do comum e do rotineiro. Talvez seja essa a verdadeira força do mito. Pois logo, quando menos se espera, tudo volta ao normal, e até mesmo aquele casal nascido à beira da praia, pode virar vítima do "um já esqueceu o outro, o outro já esqueceu o um".&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;" class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E na minha humilde e ensacada opinião, é até bom que seja dessa forma. No fundo, a graça disso tudo é acreditar na existência desse "amor de verão", mesmo que ele não seja um "amor" de verdade. Seja lá se é uma história de anos, ou se é mesmo uma paixonite de alguns dias que passamos na praia e acreditamos que finalmente nossos corações seriam felizes; tudo gira em torno de expectativa, completude e sofrimento (e sexo na maioria das vezes!). Mesmo que a ressaca acabe derrubando os castelos que construímos na areia, assim como o mundo faz com nossos sentimentos exaltados, &lt;b&gt;viver não faz muito sentido se não for assim.&lt;/b&gt; Lembrem-se que amores de verão são como as ondas do mar, "vem e vão", e acabam sempre retornando junto com nossas expectativas a cada janeiro de nossas vidas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/-Yw9cYqWhKoc/TXAgm_wdDAI/AAAAAAAAAPo/Me2QSzdty5w/s320/Selecionada%2BVer%25C3%25A3o%2B03.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5579995792633826306" border="0" /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:78%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:78%;" class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;Fotos: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:78%;" class="Apple-style-span"  &gt;Isabella M. Heemann&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:78%;" class="Apple-style-span"  &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Modelo convidada como &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;" &gt;Srta. Apendicite&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;Aléxia Montezuma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6139594132216958348-5449015346807799877?l=cronicasdoapendice.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/feeds/5449015346807799877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/2011/03/foi-so-mais-um-amor-de-verao.html#comment-form' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6139594132216958348/posts/default/5449015346807799877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6139594132216958348/posts/default/5449015346807799877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/2011/03/foi-so-mais-um-amor-de-verao.html' title='&quot;Foi só mais um amor de verão...&quot;'/><author><name>Sr.Apêndice</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06401557361250199504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/S9qRaDfVwBI/AAAAAAAAAFc/v_Pnj5WAq58/S220/Official+Sr.+Apendice.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-WZdVyFcaDFI/TXAgWjVdvJI/AAAAAAAAAPg/QsTWFOXZ0ew/s72-c/Selecionada%2BVer%25C3%25A3o%2B01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6139594132216958348.post-9056400373911898691</id><published>2011-02-09T12:58:00.004-03:00</published><updated>2011-04-07T22:49:53.337-03:00</updated><title type='text'>"Sai daqui!"</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;Por que afastamos as pessoas de nossos relacionamentos, por sermos apenas nós mesmos?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Não sei o que veio primeiro, se foi a tampa da privada que ficou levantada ou a b&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:85%;"&gt;rig&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:85%;"&gt;a p&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:85%;"&gt;elas gotas de urina que caíram milimetricamente fora do seu destino. Também é difícil explicar quantas guerra&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:85%;"&gt;s&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:85%;"&gt;m&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:85%;"&gt;undiais começaram por calcinhas penduradas nos registros do chuveiro, e como toalhas molhadas em cim&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:85%;"&gt;a da cama fazem a alegria financeira das funerárias. Tudo o que sei é que quando um relacionamento começa&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:85%;"&gt; a fi&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:85%;"&gt;car  mais podre do que peixe fora geladeira, somente as pessoas envolvidas  nele são as verdadeiras culpadas. E essas, normalmente, ao sentirem a  coisa feder, tratam logo de se escapulirem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/TVK0JfXm5DI/AAAAAAAAAOo/7RTMs9-Ji_s/s1600/BOXING.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 209px; height: 302px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/TVK0JfXm5DI/AAAAAAAAAOo/7RTMs9-Ji_s/s320/BOXING.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5571713764143064114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:85%;"&gt;E podem ficar certos de uma coisa: um relacionamento insustentável é pior do qu&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:85%;"&gt;e  uma viagem até o Canfundó do Judas, num calor escaldante de 40º graus,  em um ônibus velho e sem ar-con&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:85%;"&gt;d&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:85%;"&gt;icionado, fedendo a vômito de criança e  sovaco de pedreiro. Mesmo que eu tenha arranjado briga com &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:85%;"&gt;toda uma classe  de operários de construção cívil que não usa desodorante, vale a ilustração:  na vida sentimental, é mais fácil correr d&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:85%;"&gt;o que ficar e encarar as consequências por nossas falhas. &lt;b&gt;Afinal, crueldade ou não, as pessoas são as principais responsáveis pela maioria das coisas que não dão certo em suas vidas.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro,  isso nem sempre se constitui em regra. A vida é sacana mesmo, e às  vezes as pessoas estão isentas das merdas que lhes acontece. Que digam as  criancinhas que nasceram sem braço e que batem palmas nos programas do  Teleton. Mas na maioria dos casos, a fatalidade acontece quando uma  criatura coloca o braço pra fora para mandar o motoboy se fuder, e não  vê o ônibus que vem na mesma direção. Nos relacionamentos amorosos a  dinâmica é quase a mesma. Tudo pode estar indo muito bem, mas lá nas  tantas, alguém inventa de ensinar para o outro a metodologia científica  de como se apertar uma pasta de dentes de acordo com as normas técnicas  da &lt;a href="http://www.abnt.org.br/" style="color: rgb(204, 102, 0);"&gt;ABNT&lt;/a&gt;, e o relacionamento começa a entrar em maus lençóis.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí neste ponto você me pergunta: "ok, seu retardado de saco de papel na  cabeça, como uma coisa tão ridícula pode fazer com que um  relacionamento&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;comece  a dar errado?" E o titio Apêndice aqui te responde: ora, são nas  pequenas coisas que as grandes nos são reveladas. Pensem no DNA. Ele é  microscopicamente impossível de ser visto, mas de acordo com os  geneticistas, ele possui todas as informações possíveis sobre alguém,  desde a cor do seu cabelo, até seu peculiar gosto por sorvete de  pistache com cobertura de aspargo. E nem é preciso ir ao fundo de suas  células para se saber da coisa mais óbvia sobre os humanos: eles  são chatos, cheios de manias e nunca estão satisfeitos com nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro que disse uma vez nesse blog &lt;a style="color: rgb(204, 102, 0);" href="http://cronicasdoapendice.blogspot.com/2010/05/te-quero-mas-nao-te-quero.html"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;que conforme as pessoas fossem complicadas seus relacionamentos seguiriam a mesma tendência.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;  E como todos estamos cansados de saber, o amor é uma coisa complexa  demais. Vão a PQP aqueles que dizem que o amor é simples e natural que  "desabrocha" na vida de todos. Não. Coisa simples e natural na vida de  todos é fazer cocô. No amor é assim: a partir do momento que você junta  dois seres diferentes dispostos a dividirem um sentimento, a encrenca  está armada. Dois corpos acoplados, dividindo a mesma cama na hora de  descarregar suas tensões e necessidades sexuais é algo belo, poetizado  por séculos e comercializado há anos pela indústria pornográfica. Porém,  quando o assunto é "vira para o lado que eu quero dormir" a história muda de  figura. Haja sentimento e paciência para dividir o ar e os gases com  alguém que ronca ao seu lado. É como um amigo costuma dizer: "a transa  perfeita é aquela que vira pizza e cerveja depois que você goza."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltando a realidade, muitos parecem se  esquecer que um relacionamento não se sustenta em apenas um lado. A maioria continua colocando suas necessidades e individualidades  acima do bem comum e dos próprios sentimentos compartilhados. A ironia  nisso tudo fica em nossa incapacidade de lidarmos com nós mesmos,   pois procuramos desculpas e saídas em tudo, menos onde mais importa. Ouvimos  explicações do tipo "minha astróloga disse que meu namoro não deu certo  porque Áries entrou em conjunção com Saturno e que as chuvas no  interior de Pindamonhangaba foram decisivas para o nosso fim." Ah, por  favor... &lt;b&gt;Por que simplesmente não encontramos as falhas em nós mesmos antes de inventarmos de nos relacionar com uma outra pessoa?&lt;/b&gt;  Já diz o sábio ditado: "arruma tua casa antes de receber visitas". Pois  é...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, continuamos a deixar que nosso egoísmo, egocentrismo,  egotismo e sei lá mais quantas coisas que começam com "ego" sigam a manchar nossos relacionamentos, pois não sabemos como os conter.  Dessa maneira, sempre que entramos numa relação, parecemos infantis  e mesquinhos o suficientes para compartilharmos algo de bom com alguém (ou  pensam que eu não sei que ninguém é 100% verdadeiro oferecendo  bolachinhas recheadas para os outros e que só fazemos essa balela por educação?). Não saber  como dividir algo com alguém, é um índice da falta de aptidão dos seres  em lidar com os outros. Logo, quando formos atingidos por aquelas coisas  chatas que seguidamente nos assolam, como as tristezas e as birras com o  mundo, não vamos saber como maneja-las direito, principalmente se  tivermos uma pessoa ao nosso lado. Aí vamos recair em cometer uma das  maiores burradas que os seres humanos vivem a fazer desde os primórdios,  que é brigar e descontar em quem a gente mais gosta. Um outro amigo e  leitor de minhas crônicas, disse em seu &lt;a href="http://zeroismo.blogspot.com/2011/01/por-que-gente-briga-com-quem-gente-mais.html" style="color: rgb(204, 102, 0);"&gt;blog, o Grau Zero&lt;/a&gt;,  uma coisa genial: "tem mais de 6 bilhões de pessoas no mundo, mas é  apenas com aquelas 3 mais próximas e que se importam conosco que a gente  briga".  &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não é verdade? &lt;b&gt;Triste,  mas em vários relacionamentos, muitos ficam tão centrados em suas  manias, que acabam valorizando mais seus umbigos do que seus corações. &lt;/b&gt;Além  disso, esses infelizes acabam se tornando verdadeiros especialistas em  manter as pessoas afastadas. Não  é de se suspeitar, que são justamente essas pessoas  que mais se queixam de como são infelizes no amor. Porém, quando se  aproximam de alguém, partem para cima do outro como se fosse uma luta de  boxe. Para essas pessoas, uma placa de "sai daqui!" lhes pouparia litros  de saliva e lágrimas. O mais espantoso é que essas criaturas vivem  a afastar seus relacionamentos, e ao invés de fazerem um auto-exame de consciência decente, se tornam  ainda mais toscas e exigentes, e com mais dificuldades para lidarem com  novas oportunidades e pessoas.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querem  carinho e atenção, mas não sabem nem ao menos cuidar de uma planta. Reclamam que ninguém escuta seus sentimentos, mas  não aguentam 5 segundos de papo de um serviço de Telemarketing (ãhn...  ok, isso é compreensível...). Enfim, exigir dos outros é sempre mais  fácil e barato, mas seria muito mais simples para o mundo dos  relacionamentos se todas pessoas soubessem dar o que elas tanto  requisitam. Porém, é mais fácil ganhar na Mega Sena acumulada do que  corrigir essa falha condição humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:85%;"&gt;O  mundo é tão bizarro que há aqueles que não se aturam sozinhos, e por  isso inventam de se juntarem a outros seres humanos tão maníacos  quanto eles. Da mesma maneira, há também aqueles que só conseguem viver  em pleno isolamento, dedicados apenas a suas refeições congeladas e seu  controle remoto, intocável por qualquer outro ser humano na face da  Terra. No final, fica cada um por sua conta e risco. Relacionamentos  podem ser bons indicativos para aprendermos a lidar com nós próprios  antes mesmo de entendermos qual é o esquema da tal outra pessoa. No  entanto, ser aprovado nesse teste não é nem um pouco fácil. O  vestibular de Medicina da USP é mais barbada. Até mesmo porque, o difícil nessa  história de relacionamentos, é saber como lidamos com a complexidade da vida. Além, claro, de dominarmos a tal técnica de se mijar com a tampa do vaso levantado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6139594132216958348-9056400373911898691?l=cronicasdoapendice.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/feeds/9056400373911898691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/2011/02/sai-daqui_896.html#comment-form' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6139594132216958348/posts/default/9056400373911898691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6139594132216958348/posts/default/9056400373911898691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/2011/02/sai-daqui_896.html' title='&quot;Sai daqui!&quot;'/><author><name>Sr.Apêndice</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06401557361250199504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/S9qRaDfVwBI/AAAAAAAAAFc/v_Pnj5WAq58/S220/Official+Sr.+Apendice.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/TVK0JfXm5DI/AAAAAAAAAOo/7RTMs9-Ji_s/s72-c/BOXING.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6139594132216958348.post-2671783678154437443</id><published>2011-01-07T13:40:00.006-03:00</published><updated>2011-04-14T07:54:13.070-03:00</updated><title type='text'>Casais &amp; Cia.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/TL_RDcRqIpI/AAAAAAAAAMs/mpSQg2NTPSk/s1600/Casal+03.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 320px; height: 236px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/TL_RDcRqIpI/AAAAAAAAAMs/mpSQg2NTPSk/s320/Casal+03.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530368724494328466" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ainda tão pilhado e científico quanto uma criança que ganhou seu &lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: verdana;" href="http://blogdebrinquedo.com.br/wp-content/uploads/2009/05/chem-c3000.jpg"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(204, 102, 0);"&gt;Kit de Pequeno Químico&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; de natal, o Dr. Apêndice retorna com mais de suas análises sobre os relacionamentos amorosos, recém descoberta&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;s no laboratório da vida. Como prometido, a crônica de hoje traz uma lista de &lt;/span&gt;&lt;b style="font-family: verdana;"&gt;tipos de casais&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;, tão variados, coloridos e complicados quanto as siglas e orientações sexuais que surgem a cada dia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Em termos de relacionamentos, nada é mais enfatizado e supervalorizado que um casal. Afinal,&lt;/span&gt;&lt;b style="font-family: verdana;"&gt; parece que a principal necessidade da maioria dos seres é dividir algo com u&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style="font-family: verdana;"&gt;m outro alguém, seja uma vida, uma história ou até mesmo uma trepada. &lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Já dizia &lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: verdana;" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Aristoteles"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(204, 102, 0);"&gt;Aristóteles &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;(Ari, para os íntimos), "o homem é um animal social", ou seja, o ser humano é naturalmente carente e precisa dos outros para alcançar sua plenitude existencial. Em outras palavras e cortando o blá-blá-blá filosófico, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;não nos bastamos sozi&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;nhos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;. Somos criaturas dependentes e precisamos dos ou&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;tros para existirmos (não, não é piada!). Simples assim, como um tapa bem dado e estalado. (Se querem reclamar, procurem nosso &lt;/span&gt;&lt;i style="font-family: verdana;"&gt;brother &lt;/i&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ari e encham os ouvidos dele. Quem inventou essa história de ser humano carente foi ele...)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Mas deixando a indigestão existencial de lado, vamos a observação prática desses s&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;eres, que apesar de serem dois, acabam por várias vezes se tornando um. Não importa se eles se amam ou se odeiam, se são fiéis ou libertinos, casais são assim: duas criaturas que decidiram (ou pelo menos foram impostas...) a acoplarem suas identidades e agruparem suas vidas, mesmo que seja apenas por algumas horas. Aliás, já notaram como os casais são tão significantes no cotidiano dos mortais? Desde "o Fulano e a Fulana ficaram ontem" até "o Ciclano e a Ciclana se separaram depois de anos", nenhum comentário é poupado quando o assunto são os casais. Talvez seja por isso que as revistas de fofoca de artistas rendem tanto dinheiro (ao invés de virarem papel higiênico como deveria ser).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Bem, independente do Brad Pitt estar ou não com a Angelina Jolie,  a verdade é que temos uma fixação em tudo que um casal representa socialmente, e que é pertinente aos nossos desejos e aspirações particulares (sexo, casamento, filhos, sustentabilidade, amor, contas divididas, caronas depois da  festa...). Pois, a verdade é que eles são a base dos relacionamentos, da nossa procura insensata pela outra metade da laranja antes de nos tornarmos bagaço cuspido. Afinal, nenhuma relação amorosa no mundo existiria se o Adão não tivesse dado uns p&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;egas na Eva, lá nos primórdios dos tempos (ok, teve o rolo com a Serpente, mas isso é outro papo...).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Então, preparem-se para entrar no mundo dos casais e sejam testemunhas das misturas mais estranhas que a química humana é capaz de produzir. Casais: reconheçam-se ou reneguem-se. Solteiros: vejam o que vocês (ou não) estão perdendo (ou se livrando!). E se nada disso servir, pelo menos vai valer para tirar sarro daquele casalzinho grudento e irritante que vocês são obrigados a presenciar todos os dias nas ruas...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;  &lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;OS TIPOS DE CASAIS&lt;/span&gt;  &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;1. Casal siamês (ou "casal grude", ou ainda "casal bolha"):&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; esse tipo de casal é facilmente reconhecível, pois eles nunca são vistos separados. Estão sempre grudados um no outro, e fazem praticamente tudo juntos. E bota "juntos" nisso! Frequentam os mesmos lugares juntos. Fazem os mesmos programas juntos. Almoçam e jantam juntos. Estudam juntos. Trabalham juntos. Ficam no intervalo juntos. Se bobear, vão até ao banheiro juntos! Eles vivem tão grudados que desconfia-se que os dois dividem um mesmo órgão vital, como é o cas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/TScgbhcaQqI/AAAAAAAAANs/eTciAcl8aIg/s1600/Casal%2BSi%25C3%25A2mes.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 206px; height: 155px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/TScgbhcaQqI/AAAAAAAAANs/eTciAcl8aIg/s320/Casal%2BSi%25C3%25A2mes.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5559447922218255010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;o dos &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(204, 102, 0); font-family: verdana;" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/G%C3%AAmeos_siameses"&gt;gêmeos siameses&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;. A individualidade deles é tão nula que é praticamente impossível vê-los fazendo algo separados. Nos raros momentos em que isso acontece, passam o tempo todo ligando um para o outro ou conferindo o celular de segundo em segundo, para ver se não chegou uma mensagem nova. Até o Orkut deles é duplo, do tipo "Fulano &amp;amp; Ciclana"! E se por acaso não é assim, a página de cada um deles é dominada por depoimentos, recados e fotos melosas um do outro. Não há espaço para o mundo exterior na vida desse casal, pois eles vivem isolados numa "bolha" só dos dois. Se acontecer o raro acaso deles saírem acompanhados dos poucos amigos que ainda o suportam, parecem continuar fingindo que o resto da humanidade não existe, pois ficam de segredinhos, beijinhos e agarramentos o tempo inteiro, sem darem atenção para o resto da galera. Ah, e eles ainda vão embora mais cedo, alegando que estão muito cansados... Para esse tipo de casal, internamente, o mundo se resume nos dois, pois um não existe sem o outro e eles se bastam. Para o resto dos mortais na Terra, eles são uns chatos insuportáveis.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt; &lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;2. Casal "doce mais doce" (ou "casal açucarado"): &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;é um casal variante do "casal grude", mas o grande diferencial desse tipo é que eles são melosos demais. Mais enjoativos que algodão-doce com merengue e leite condensado. Tudo é motivo para um elogio açucarado e exagerado, para um apelidinho gosmento e para aquelas "vozinhas" insuportáveis de bebê. É repugnante você ver um casal de adultos agindo como retardados e se tratando como bebês, tendo diálogos deploráveis do tipo: "Bebezinho tá bem? Oh, quê coínho? Mimimi...", "Neném ama mamãe! É? Mamãe também ama o neném dela! Tchuctchuctchuc...". A verdade é que esse tipo de casal confunde carinho e demonstração de afeto com falta de senso do rídiculo e regressão mental. Suportá-los sem vomitar é um verdadeiro desafio.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;3. Casal vitrine:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; para esse tipo de casal, o que os outros estão vendo ou pensando é mais importante que a própria relação entre os dois. Um casal vitrine gosta de transformar seu relacionamento em uma espécie de reality show, pois parece que fazem questão de que todos saibam de suas vidas, de como estão apaixonados, vivos, lindos e toda aquela baboseira de casal forçado. Quando começam a namorar, em poucos dias, já trocam depoimentos e declarações de amor eterno pelo Orkut. Pela frase de seus MSNs podemos acompanhar o status da relação ("Fulano e Fulana - 1 mês de namoro", "Ciclano, vc é o amor da minha vida - obrigada pelos 5 meses perfeitos"), além de seus Twitters serem sempre uma pagação de pau absurda ("amei as flores @amordaminhavida", "sair para jantar com minha @namoradaperfeita #muitoapaixonado"). Ao contrário do "casal bolha", eles fazem questão d&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" style="font-family: verdana;" href="http://4.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/TSbsfTDqYAI/AAAAAAAAANE/uUFdmfaXikk/s1600/Casal%2B02.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 246px; height: 209px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/TSbsfTDqYAI/AAAAAAAAANE/uUFdmfaXikk/s320/Casal%2B02.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5559390812471189506" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;e estarem sempre na presença dos amigos, que ao vivo e a cores não conseguem notar todo aquele "amor eterno" que eles vivem a jurar. Mesmo assim, o casal vitrine vive a comentar para os outros que estão muito felizes, e adoram trocar presentes caros ou exagerados em lugares públicos. Costumam mobilizar a todos quando o assunto é fazer uma surpresa para o seu (sua) "amado(a)". Apesar de se preocuparem demasiadamente com suas imagens públicas, o casal vitrine não abre mão de uma briga de vez em quando, para que assim consiga fazer de suas vidas uma verdadeira novela. Aliás, esse tipo de casal nunca dura muito, porque sempre falta a eles a base sincera dos relacionamentos, algo que não dá para forçar publicamente, muito menos twittar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;4. Casal que não é casal:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; eis um tipo difícil de entender. Inesperadamente, duas pessoas que não tem nada em comum, muito menos afeição mútua, resolvem começar um relacionamento. E aí, ao invés deles realmente se assumirem como um casal, eles vivem como se tivessem quase nada um com o outro, pois costumam andar separados e continuam a fazer programas isolados. Você nunca os vê juntos, mesmo se estão no mesmo lugar! Quando chegam em uma festa juntos por exemplo, eles logo se separam e vão ficar com seus amigos, se divertirem apartados. No entanto, quando perguntados sobre o andamento da relação, eles costumam dizer "que está tudo bem" ou "que às coisas não estão nem boas nem ruins, apenas médias". Se a questão é o fim daquela relação mais fria do que morna, o casal que não é casal sempre se perde em explicar os motivos e as razões do porquê que eles persistem em continuar "juntos". Na realidade, nem eles sabem os verdadeiros motivos pelos quais são efetivamente um casal. Nem eles próprios estão convencidos disso! Quem os vê de fora, até fazem apostas de quanto tempo dura aquela "pseudo-relação". Porém, ironicamente, um "casal que não é casal" costuma ir muito mais longe do que poderíamos supor...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;5. Casal "quebra-pau" (ou "casal barraco"):&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; "vivem brigando", e isso poderia os resumir. E quando falamos em "briga", não se trata de qualquer "briguinha de casal", não... Esse tipo de casal gosta mesmo é de um "quebra-pau" violento, daqueles "arranca-rabo" de fazer o programa da &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Márcia Goldsmith passar vergonha.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; "Armar o barraco", não importando o quão besta seja o motivo, é com eles mesmo. Normalmente, alguém no casal é excessivamente ciumento, "pavio-curto" ou exagerado (ou tudo isso junto!), e geralmente quando os ânimos se alteram, a coisa sempre engrossa. Além disso, esse tipo de casal, a exemplo do "casal vitrine", adora um público, por isso quanto maior a platéia, maior a intensidade do escândalo. E não adianta tentar apartá-los ou acalmá-los, pois palavrões, xingamentos e tapas eles tem de sobra e para todos. Aqueles que presenciam um quebra-pau do casal, já devem ficar de prontidão para chamarem a polícia, a ambulância ou os bombeiros. E o mais impressionante do casal quebra-pau, é que a despeito deles quase se matarem a toda hora, a relação vai sempre muito bem e costuma durar bastante tempo. É inexplicável, mas é bem comum vê-los se engalfinhando em um dia, e felizes e aos beijos em outro. Quem conhece um casal quebra-pau vai ter sempre a mesma opinião formada: "trata-se de uns 'sem-vergonha' mesmo..."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;6. Casal "vai e volta":&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; esse tipo de casal vive desmanchando e reatando, sendo que nunca sabemos de verdade se estão juntos ou não. Chegam a dar nos nervos, pois de uma hora para outra estão por aí anunciando que estão solteiros (confira os &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;"solteiros por um dia"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; na &lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: verdana;" href="http://cronicasdoapendice.blogspot.com/2010/10/descubra-solteirice-que-ha-em-voce.html"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold; color: rgb(204, 102, 0);"&gt;Crônica do Sr. Apêndice anterior&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;), e quando menos se espera (às vezes em menos de 24 horas), já estão juntos de novo. É notável como conseguem terminar seus relacionamentos com a mesma facilidade que os recomeçam. Além disso, mesmo que estejam "solteiros", continuam a agir da mesma maneira de quando estavam no relacionamento, pois vivem preocupados com cada passo do seu "ex". Não é à toa que nunca cortam de verdade seus laços, dando inúmeras chances para seu relacionamento finalmente vingar. Na realidade, esse tipo de casal vive no medo e na indecisão de enfrentarem a solteirice ou um relacionamento de verdade, por isso "não vão nem para frente nem para trás".  Entretanto, enquanto não tomam uma decisão de verdade, eles continuam a torrar a paciência de todos à sua volta, fazendo de seu relacionamento um tipo de ioiô, já que eles gostam de brincar de ir e voltar a todo instante...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;7. Casal "porra-louca":&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; esse é um tipo de casal literalmente pirado. Sozinhos eles já são loucos o suficientes, juntos então... é melhor se afastar, porque trata-se de nitroglicerina pura! Para eles a vida é uma aventura, e ambos costumam viver experiências totalmente desconvencionais para os outros tipos de casais. Nunca duvide deles. Um dia eles podem estar pulando de um bungee jump juntos, em outro eles podem estar em uma casa de swing, em meio a um bacanal sadomasoquista. Esse tipo de casal realmente gosta de testar os limites de uma relação, por isso com eles não existe meio termo nem rótulos ou convenções. Afloram bem suas emoções, vivem sempre nos extremos. Dizem "te amo" tão comumente como dizem "te odeio", e quando resolvem brigar, chegam a ser páreos para o "casal barraco". Choram, riem e se amam com a mesma voracidade de animais. Normalmente o sentimento que os une é forte e verdadeiro, podendo até ser confundido com uma grande amizade, mas a realidade é que um casal "porra-louca" não consegue ir muito longe na relação.  Afinal, chega uma hora em que os relacionamentos necessitam de um pouco de "normalidade" para fundarem suas bases, algo que esse tipo de casal prefere continuar a desconhecer.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;8. Casal "muleta":&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; temos aqui um tipo de casal que se estabelece mais pela necessidade do que pela troca de sentimentos. Um exemplo de casal "muleta" poderia ser o caso de dois solteiros encalhados, que cansados da solidão resolvem ficar juntos. Dessa maneira, eles se apoiam um no outro, como verdadeiros encostos. Mas não é de necessidades iguais que um casal "muleta" se mantém. Geralmente alguém com alguma certa desvantagem (seja ela emocional, afetiva, fincanceira, social, etc.) procura um oposto, para enfim suprir essas necessidades. Isso não deixa de ser um tipo de interesse, mas normalmente o caso é mais velado. Não se trata de uma pessoa que está com a outra apenas por dinheiro, por exemplo. Ser "o dependente" na relação é o fator mais explícito. No caso desse tipo de casal, um dos lados nunca está bem emocionalmente consigo mesmo, por isso procuram alguém para serem seu(sua) psicológo(a)/financiador(a)/pai/mãe de plantão, ao invés de efetivamente alguém para compartilhar seus sentimentos. Como nesse tipo de casal a dependência de um dos lados é sempre gritante, quando o relacionamento vem a acabar, o lado "apoiado" sempre cai e demora para se levantar. Pois, fatalmente, o destino desses casais é sempre o fim, pois não se esqueçam que as muletas só podem ser sustentadas pelo o apoio de dois braços fortes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;9. Casal "arrasto":&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt; poderia ser um tipo de "casal muleta", mas o esquema aqui é que um lado é o destaque e o outro o apagado. Ninguém consegue entender como aquela pessoa inteligente/bela/engraçada/bem humorada/boa de cama/etc namora aquela coisa sem graça e sem atrativo algum. Eles geralmente são vistos juntos, mas sempre são focados em planos diferentes. Enquanto um sempre será o protagonista da cena, a outra pessoa não servirá nem para a figuração. Assim, esse casal leva seu relacionamento com um lado sempre arrastando o outro. Como eles estão juntos é mais um mistério da humanidade, e se eles vão durar deve ser mais um &lt;a style="color: rgb(204, 102, 0);" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Segredo_de_F%C3%A1tima"&gt;Segredo de Fátima&lt;/a&gt;. Às vezes o relacionamento termina porque quem "arrasta" não consegue ceder as tentações de coisas melhores em seu caminho, ou então, porque  quem é "arrastado" não suporta as diferenças óbvias. Porém para nossa surpresa, às vezes a situação de superioridade/inferioridade é tão bem resolvida entre o casal, que eles  seguem nesse trote por um bom e longo período...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;10. Casal "marido e mulher":&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt; não, isso não é uma redundância, apesar de parecer. Esse tipo de casal é aquele que não precisa do casamento para viverem uma relação funcional e de submissão. Ela pode simplesmente gostar da posição de submissão histórica da mulher sob o homem, e ele achar isso o máximo. O machismo impera nessa relação (não se esqueçam que também existem mulheres machistas!). Mesmo que sejam namorados de dias, ela já assume posturas como cozinhar para ele, além de influenciar no seu modo de se vestir e de se comportar. Propositalmente, é claro. Ele por sua vez, achará o máximo que sua namorada não sai de casa sem sua permissão, e que está sempre a sua disposição, até para lavar suas cuecas! Ambos vivem o relacionamento por pleno comodismo, e normalmente suas rotinas são bem monótonas. Tornam-se um casal sem assunto, amigos, perspectivas e às vezes até sem sexo, já que a o dia-a-dia da relação já se moldou a inércia deles, tal como suas bundas no sofá da sala. E ela seguirá bordando ao seu lado, enquanto ele assiste futebol na TV aos domingos. Se tudo der certo, um dia com 80 anos, olharão para a cara um do outro e verão que nunca quiseram outra vida além da que tiveram. E se perguntarem se foram feliz, talvez dirão que a felicidade não existe, mas pelo menos criaram bem os filhos e viram os netos crescerem... (Me borrei de medo agora! Nenhum filme de terror poderia ser mais tétrico do que uma vida assim! Vamos logo para o próximo perfil...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;11. Casal funerária:&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt; falando de coisas tétricas, esse tipo de casal é um bom exemplo. Um "casal funerária" é aquele tipo em que as pessoas estão sempre com cara de velório, cabisbaixos como se tivessem saído de um enterro. Ninguém consegue entender o porquê que eles estão sempre com aquelas cara de orifício retal, mas ao que parece, é sempre e unicamente quando estão juntos  e na frente dos outros. Normalmente, quando estão separados, para a surpresa da maioria, eles riem e se divertem como pessoas normais, mas basta se encontrarem para fecharem as caras como defuntos. Os amigos já não sabem se vale ou não a pena convidar o casal para um programa, pois sabe-se lá qual o problema daqueles dois! Além disso, entre eles, nunca há conversas, cumplicidades, beijos ou abraços. Nem ao menos brigas! No máximo uma aterrorizante troca de palavras do tipo "conversamos depois". Estão sempre de mal um com o outro, e nunca conversam com ninguém sobre a relação. Assim, ninguém entende como podem durar tanto tempo juntos, mas que há algo de sobrenatural naqueles dois, isso certamente há...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;12. Casal detetive:&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt; quando os costumeiros ciúmes de cada relacionamento viram desconfianças, paranóias e obsessão, a ponto de um dos membros do casal perseguir o outro pelas ruas  sob disfarces, checar suas chamadas telefônicas de minuto em minuto e ter o hábito de revistar bolsos e bolsas a procura de provas incriminadores, estamos diante de um casal detetive. Um casal detetive não é  feito de ciumentos escandalosos, como vimos no "casal barraco". Aqui a desconfiança impera excessivamente na relação, a ponto que nesse casal, um membro está sempre na cola do outro, mesmo que sutilmente. Quando esses colocam alguma coisa na cabeça, principalmente que estão sendo traídos, enquanto a verdade não vier à tona, ninguém consegue os acalmar. E não adianta os amigos dizerem que é paranóia da cabeça deles! Não! No casal detetive, um membro está sempre investigando o outro, checando suas contas de e-mail, Orkut, Facebook (pelas senhas que eles conseguiram clandestinamente), marcando cada passo que o outro dá. Criam fakes em MSN e adicionam o namorado(a) só para tentá-los e "desmascará-los". Evidentemente, uma relação baseada em desconfiança não vai muito longe, mas tratando-se de um casal detetive, nunca duvide de seus feitos. Afinal, todos são suspeitos, principalmente a pessoa com quem você se relaciona...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;13. Casal modelo (ou "casal perfeitinho", ou ainda "casal 20"):&lt;/span&gt; aquele típico casal de filme de sessão da tarde, belos, perfeitos, admirados e invejados por muitos, também pode existir na vida real. E como se imagina, eles são irritantemente insuportáveis de tão "perfeitinhos"! Ele e ela são respectivamente sonhos de consumo de muita gente, mas por graça do destino, se encontraram e se apaixonaram. Viraram o "casal 20", já que individualmente cada um é nota 10. Como um "casal vitrine", eles são o auge das atenções e comentários, mas fazem isso naturalmente, sem forçar barra nenhuma. Até porque eles são perfeitamente discretos. Muitos suspiram, desejando um dia poder ter uma relação tão perfeita como a deles. Outros os odeiam, porque aquilo ali já começa a ser uma distorção de realidade. Mas normalmente eles ficam juntos, se casam, enriquecem e vivem felizes para sempre. Evidentemente, você não consegue imaginar uma vida tão perfeita, por isso torce para que ela seja frígida e ele broxa. E que ambos tenham taras secretas, como defecar um em cima do outro... (Hahahaha...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;14. Casal fantasma: &lt;/span&gt;seu amigo te jura que tem namorada, sua amiga diz que encontrou o homem da vida dela, mas na hora de conhecer a (o) dita(o) cuja(o), cadê a criatura? Os amigos nunca viram ele(a) acompanhado(a) com a pessoa, mas se conferirmos seu Orkut ou Facebook, veremos que o relacionamento ali está marcando "namorando". Quando você pergunta: "tá, mas cadê teu(tua) namorado(a)?" a resposta sempre varia entre "ele(a) mora em outra cidade" ou "ele(a) é muito ocupado(a) e não tem muito tempo". Às vezes você até desconfia da credibilidade do(a) seu(sua) amigo(a), mas ninguém poderia sustentar uma mentira daquelas por tanto tempo e com tanta fidelidade em suas palavras. No final você chega a conclusão que se trata de um casal fantasma, pois um ali está sempre em espírito na vida da pessoa. O irônico é que esses casais duram mais enquanto afastados da presença física um do outro, do que propriamente na convivência do dia-a-dia. Isso sim é algo fantasmagórico...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;15. Amizade colorida:&lt;/span&gt; bem, não é propriamente um tipo formal de casal, mas se pararmos para pensar, esse tipo de relacionamento é às vezes mais consistente do que centenas de casais que andam por aí. Dois amigos podem perfeitamente ter uma relação paralela, sem cobranças, com cumplicidade, troca de sentimentos, sexo e todos aqueles acessórios básicos de casais, e ainda cultivarem uma amizade verdadeira. Ao extrairmos ciúmes, cobranças, rotina e obrigações comuns dos casais, essa espécie de relacionamento pode ser realmente benéfica para as partes envolvidas. O problema é justamente quando as coisas começam a passar dos limites da amizade, pois é muito difícil manter esse tipo de relação sem um envolvimento a mais. Ciúmes e cobranças podem demorar para pintar nessa relação, mas uma hora ou outra elas vão aparecer e manchar o que era colorido antes. Por isso vale o conselho: se você não quer um incêndio, não comece riscando o primeiro fosfóro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;16. Casal "água de salsicha":&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;um casal "água de salsicha" é aquele tipo que vive a inexperiência de um relacionamento justamente por sua falta de maturidade e auto-conhecimento.  Seria mais interessante eles crescerem primeiro antes de resolverem começar um relacionamento, no entanto, sabe-se lá porque cargas d'água eles resolveram entrar nesse campo minado já que eles mal sabem limpar suas bundas sozinhos. Esse tipo de casal é facilmente reconhecido, porque  quando juntos, eles são inertes e atônitos, e não fazem nada demais. NADA demais mesmo! Se para eles segurarem as mãos já é um parto, para darem um beijo então, é como uma cirurgia de remoção de um tumor numa artéria no cérebro! Se isso acontece, é sempre às escondidas. Sexo? Psssss... nem com banda de música e com os números da Mega Sena!  Como vocês notaram, um casal "água de salsicha" tende a ser um casal jovem, com seus 13-14 anos, mas acreditem, existem uma boa velharada que age assim... Normalmente esse tipo de casal é desacreditado pelos outros, e nunca vão muito adiante com essa história. O título desse casal vem justamente porque quando você olha para eles, não vê muita coisa na cabeça deles além de "água de salsicha"... &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6139594132216958348-2671783678154437443?l=cronicasdoapendice.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/feeds/2671783678154437443/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/2011/01/casais-cia.html#comment-form' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6139594132216958348/posts/default/2671783678154437443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6139594132216958348/posts/default/2671783678154437443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/2011/01/casais-cia.html' title='Casais &amp; Cia.'/><author><name>Sr.Apêndice</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06401557361250199504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/S9qRaDfVwBI/AAAAAAAAAFc/v_Pnj5WAq58/S220/Official+Sr.+Apendice.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/TL_RDcRqIpI/AAAAAAAAAMs/mpSQg2NTPSk/s72-c/Casal+03.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6139594132216958348.post-5005720567902406539</id><published>2010-10-14T05:29:00.013-03:00</published><updated>2010-10-15T07:58:42.179-03:00</updated><title type='text'>Descubra a solteirice que há em você!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/TLa__03VE-I/AAAAAAAAAMk/xS1F9IaXCnA/s1600/Single.JPG"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 225px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/TLa__03VE-I/AAAAAAAAAMk/xS1F9IaXCnA/s320/Single.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5527816695887238114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A crônica de hoje fala sobre uma das melhores coisas da vida: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;a solteirice!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; Entraremos hoje no mundo daqueles que apreciam a sensação de estarem livres, que vivem bem com o descompromisso e que levam a vida "soltos", como o próprio termo "solteiro" remete. Desta vez, cantaremos juntos aquele "xa la la la la la" do "sou praiero, sou guerreiro, tô solteiro, quero mais o quê?".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ok, eu sei que nem tudo na vida é festa, principalmente quando se trata de relacionamentos. Muitas vezes o status de solteiro não é bem recebido por alguns que preferem tratar essa bendita condição como um calvário de Sexta-Feira Santa. Muitos enxergam a solteirice como uma forma de solidão ou como um jeito de estar desesperado por um relacionamento. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Logo, pensando bem sobre o tema, percebi que existem mais tipos diferentes de solteiro do que bombons numa caixa de Especialidades Nestlé. Enquanto uns aproveitam a vida de solteiro à procura de alguém, outros fazem dela um escudo para se defender de qualquer tipo de relacionamento. Uns amam tanto a solteirice que não a querem deixar de jeito nenhum, enquanto outros a abominam tanto que mal veem a hora de estarem engajados numa relação de uma vez! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Para minha surpresa, a condição do "ser solteiro" se apresentou diante dos meus olhos com um fascinante laboratório dos relacionamentos humanos. Não que eu seja o &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(204, 102, 0); font-family: verdana;" href="http://www.housemd.com.br/"&gt;Dr. House&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;, mas observando solteiros e solteiras que andam por aí, descobri várias características, sintomas e causas da solteirice. Aliás, investigando sobre o fenômeno (nossa, como estou científico hoje!) encontrei tantos perfis de solteiros que daria para fazer uns dez reality shows diferentes. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Então, em primeira mão, o Dr. Apêndice traz a vocês uma lista com diferente tipos e patologias de solteiros. E antes que vocês me perguntem o motivo de escrever sobre tipos de solteiros antes de tipos de casais, eu explico (ou enrolo) o seguinte:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt; para se conhecer num relacionamento, você deve antes saber bem que tipo de solteiro você é.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; Assim, vamos deixar os diferentes tipos de casais para &lt;span style="font-style: italic;"&gt;próxima crônica&lt;/span&gt;.  Ok, então vamos lá! Pensem que estão assistindo a Discovery Channel  e  tentem descobrir os tipos de solteiros que há em vocês... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;OS TIPOS DE SOLTEIROS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;1.  Solteiros desconfiados (ou "os decepcionados"): &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;esse tipo de solteiro já levou tanto "na cara" em relacionamentos passados, que após um conjunto de decepções ficou mais desconfiado que o Noé quando viu um casal de cupins entrar na Arca. Ressabiados, e às vezes frios e endurecidos pelas desilusões que passaram, esses solteiros não se abrem mais com tanta facilidade para as chances de se envolverem com outras pessoas. Assim, a solteirice não é bem uma opção -  é mais uma forma de proteção. Às vezes podem parecer um tanto pessimistas, pois acreditam que, como eles mesmos gostam de dizer, "os relacionamentos não dão em nada..."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;2. Solteiros com assuntos pendentes (ou "os esperançosos"):&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; são aqueles que ainda estão ligados emocionalmente a um relacionamento passado, e portanto vivem na esperança de que a pessoa por quem ainda estão pendentes volte, ou então, que ela desapareça de seu coração de uma vez. Muitas vezes deixaram assuntos mal resolvidos e enquanto eles não resolverem (ou não desistirem mesmo!), seguirão solteiros sem perspectivas de uma nova relação. Quando se envolvem com alguém normalmente é algo superficial e passageiro, até mesmo porque a criatura não para de falar do(a) ex! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;3. Solteiros convictos (ou "os anti-relacionamentos"):&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; fogem de relacionamentos como o diabo foge da cruz. Na realidade, esse tipo não consegue se imaginar em um envolvimento mais sério com uma outra pessoa de jeito nenhum. Os motivos pelos quais agem dessa maneira são variáveis e incertos,  mas é inegável que eles sofrem de um certo "ateísmo romântico". Anti-relacionamentos acham namoros desnecessários, pois gostam da liberdade de escolha e do descompromisso. Casar? Nem em outra vida. Dessa maneira, a solteirice não é apenas uma opção para esse tipo: é uma convicção quase que fanático-religiosa. Gostam do estilo em que vivem e acreditam na premissa do "solteiro sim, sozinho nunca."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;4. Solteiros caçadores (se dividem em dois tipos&lt;span style="font-style: italic;"&gt; -&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-family:verdana;" &gt;"atiradores de elite"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;e&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"metralhadoras"&lt;/span&gt;):&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; para os solteiros que estão na caça, a vida é uma selva. Assim, esses tipos aproveitam sua solteirice entrando de cabeça no jogo da sedução. Flertar, seduzir e conquistar se torna mais divertido do que efetivamente encontrar um novo relacionamento. No entanto, seus tipos se diferem bem quanto aos seus métodos. Os &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;"atiradores de elite"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; são mais seletivos. Na caça, observam bem seu alvo antes de dispararem suas artimanhas de conquista, normalmente bem pensadas e adequadas. São reconhecidos pela qualidade de suas caças e não pela quantidade. Já os &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;"metralhadoras"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; não estão nem aí para o lado em que atiram, sendo que no que acertarem, já era! Preocupam-se mais com a quantidade de pessoas que conseguirem, pouco se importando com a qualidade delas.  No entanto, em ambos os casos de solteiros caçadores, uma hora a munição acaba, sendo que aí eles viram alvos fáceis de serem abatidos por um novo relacionamento. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;5. Solteiros "tudo é festa": &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;um pouco diferentes dos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;solteiros caçadores&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;, essa classe acha que tudo é motivo de farra, gandaia e oba-oba! Na realidade, esses solteiros se preocupam mais em curtir o fato de estarem livres e desimpedidos do que propriamente sair por aí caçando outras pessoas. Assim, o importante mesmo é estar no meio do agito, fazendo festa com os amigos e enchendo a cara sempre que quiserem! Normalmente são do tipo que precisam de um relacionamento para se acalmarem, caso contrário, tudo vai virar farra com a galera, desde uma balada até uma ida ao dentista para extrair um dente. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;6. Solteiros por falta de opção (ou "os encalhados"):&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; aqui a questão é mesmo a má e velha falta de sorte. Normalmente são pessoas que não tem outra alternativa a não ser esperar pela boa vontade do destino, pois nada do que eles fazem muda muito sua situação. Como baleias encalhadas à deriva, ficam aguardando por uma equipe do Greenpeace para resgatá-los. Além disso, eles podem não ser do tipo atrativo ou interessante, ou não terem nada mesmo que faça a diferença para enfim sairem dessa situação. Para eles, a solteirice pode ser uma bela merda. Muitos tem baixa auto-estima o que complica ainda mais seus casos. A máxima do "sapato velho para um pé torto" é mais que uma esperança para eles: é uma libertação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;7. Solteiros inconscientes (ou "os penitentes"): &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;um tipo complicado de solteiro, pois os que se encaixam nessa categoria costumam ainda ter um namoro ou uma relação que já venceu o prazo de validade. Assim, socialmente eles carregam seus relacionamentos como uma espécie de penitência, tudo em nome do medo de ficarem sozinhos. Dessa maneira,  em seus inconscientes, eles estão solteiros, pois o relacionamento que vivem já acabou.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Conscientemente, preferem viver uma mentira ao invés de encarar o mundo da solteirice de novo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;8. Solteiros esquematizados (se dividem em dois tipos - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"repetecos" &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"pseudo-polígamos"&lt;/span&gt;):&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; pode-se dizer que esses tipos vivem em um estado de pseudo-relacionamentos, pois eles costumam levar seus envolvimentos com uma ou mais pessoas um pouco mais adiante, porém sem assumir compromisso algum. Solteiros esquematizados são aqueles que sempre que querem tem alguém à disposição. No caso dos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;"repetecos"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; trata-se sempre da mesma pessoa. Vivem no limiar entre a solteirice e o relacionamento, e por algum motivo a coisa não engrena. Assim seguem teoricamente solteiros e livres. Os &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;"pseudo-polígamos"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; vivem na prática algo que socialmente seria quase impossível ou condenável: a poligamia. Recebem o título de solteiros, quanto na realidade eles estão envolvidos com várias pessoas ao mesmo tempo, chegando a agendar turnos e dias alternados para seus encontros. Os dois tipos de solteiros esquematizados são uma mistura de equilibristas com malabaristas, pois fazem truques dignos de circo para conseguirem estar "com" e "sem" alguém ao mesmo tempo. E falando em circo, muitas vezes quem fica com eles acaba fazendo o papel de palhaço(a)...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;9. Solteiros "que não sabem ser solteiros" (ou "os desiludidos"):&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; para esse grupo, solteirice é uma coisa vazia ou que já perdeu toda a graça. Ao contrário da maioria dos solteiros, eles não saem por aí caçando ou se divertindo, pois isso já não faz mais sentido para eles. Muitas vezes estão arrasados por um relacionamento passado, e a ficha de que estão de volta ao mundo da solteirice ainda não caiu. Por isso,  tudo o que esse tipo deseja é um relacionamento sério, um alguém para viver uma vida sossegada novamente, comendo pizza aos sábados à noite e assistindo Faustão aos domingos de tarde. Porém, enquanto esse dia não chega, eles(as) ficam suspirando pelos cantos, enchendo os ouvidos de todo mundo com resmungos "de como não aguentam mais a solteirice" e repetindo várias vezes o seu desejo obsessivo de ter um(a) namorado(a).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;10. Solteiros "há vagas":&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; como os &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-family:verdana;" &gt;desiludidos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;, os solteiros dessa categoria estão à espera de um relacionamento sério pois preferem viver um compromisso. No entanto, ao invés de ficarem por aí reclamando da solteirice, os solteiros "há vagas" arregaçam as mangas e vão à luta. Estar solteiro para eles, é estar disponível no mercado atrás de uma relação. Mobilizam tudo o que podem para saírem da situação de solteiros: usam sites de relacionamentos como se fossem catálogos, vão a lugares frequentados por outros solteiros e ainda tiram os amigos para casamenteiros. Só não penduram uma placa de "há vagas" no pescoço por detalhe. Sempre que conhecem uma pessoa nova, já fazem conjunturas pensando nas possibilidades da pessoa em questão se converter em um relacionamento sério.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;11. Solteiros sem expectativas (ou "os que não vão para frente nem para trás"):&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; um tipo similar aos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;solteiros "há vagas"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;, mas bem menos desesperados. Esses solteiros normalmente são pessoas com vários atrativos, mas que se veem numa situação na qual as opções disponíveis no mercado não lhe agradam muito. Para eles, "pessoas interessadas" não é o mesmo que "pessoas interessantes". Às vezes eles podem parecer seletivos demais, mas por outro lado, eles realmente não conseguem se interessar por ninguém. Sem grandes expectativas, eles travam, e "não vão para frente nem para trás". O jeito é esperar até as ofertas melhorarem ou os seus padrões caírem...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;12. Solteiros por falta de tempo (ou "os ocupados"): &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;parecido com os &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;solteiros sem expectativas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;, pois eles também "não vão para frente nem para trás", mas é devido às suas ocupações, sejam elas com estudos, trabalhos, viagens, etc. Para eles, solteirice não é realmente uma opção, é uma consequência de estarem envolvidos com outras coisas e de não terem tempo para se arranjarem. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;13. Solteiros "bicho do mato":&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;  um tipo chato de solteiro. Vivem reclamando que não conhecem ninguém, que não namoram e etc, mas também não fazem nada para mudar isso. Às vezes sofrem da "síndrome da ostra", se entocam em casa, sendo que ninguém consegue tirá-los de lá. Vivem inventando desculpas esfarrapadas, como a morte do periquito de estimação só para não terem que ir àquela festa e saírem de casa. Por vezes, depois de muita insistência dos amigos, eles finalmente saem da toca, mas aí é uma desgraça. Reclamam de tudo, ficam numas de "quero ir embora" o tempo todo e amarram a cara feito uma criança de castigo. Quando milagrosamente aparece alguém disposto a conhece-los, são mestres na arte de serem desagradáveis com a criatura interessada e afastá-la, seja por sua típica cara de ânus ou por suas grosserias e  impaciência. Quando questionados sobre o porquê eles destratam todo mundo que se aproxima, continuam a inventar desculpas, só que agora pondo defeitos na pessoa! Enfim, haja saco para aguentar os solteiros "bicho do mato"!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;14. Falsos solteiros (ou "os infiltrados"):&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; esses chegam ao ponto de mentir (principalmente para si mesmos) que estão solteiros só para continuarem agindo como se fossem livres e desimpedidos, a despeito de estarem em um relacionamento. Em outras palavras: são pessoas comprometidas que se infiltraram no mundo dos solteiros. Em meio ao grupo de amigos, os falsos solteiros dizem que estão livres, ou então que seus relacionamentos "estão por acabar". Dessa forma agem como querem, fazem festa e caem na pegação, mas sempre voltam para seus compromissos os quais estranhamente são bem duradouros e consistentes. Os falsos solteiros não devem ser confundidos com os &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-family:verdana;" &gt;solteiros esquematizados&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; pois ao contrário desses, eles vivem um relacionamento real e recebem o rótulo de compromissados. Ninguém entende como a outra pessoa, suporta a situação do(a) namorado(a) sair por aí vivendo uma vida de solteirice, mas certamente o peso dos chifres já não lhe incomoda mais... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;15. Solteiros por um dia:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; pertencentes ao &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;"casal vai e volta"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; (que você irá conferir na próxima &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;Crônica do Sr. Apêndice&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;), essas criaturas vivem desmanchando seus namoros por qualquer coisa besta e reatando logo em seguida. Dessa maneira, conseguem viver um ou dois dias como solteiros e graças a esse interlúdio, tiram uma casquinha da solteirice antes de retornarem aos seus relacionamentos. Desconfia-se que o motivo pelo qual o casal acabe e volte a toda hora seja justamente para poderem viver um ou dois dias "oficiais" de solteiros...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;16. Solteiros "clube dos solteiros" (ou "capitão do time dos solteiros"):&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; esse tipo de solteiro é uma espécie variante do &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;solteiro "tudo é festa"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;, só que seus sintomas são um pouco diferentes. O que importa para eles é a amizade acima de tudo, e ser solteiro é uma forma de aproveitar a vida e fazer festa com os amigos. Um solteiro pertencente a esse tipo costuma se comportar como um "capitão de time de futebol", pois o que importa mesmo  é ter todos os seus amigos jogando unidos pelos campos da solteirice. Assim, sempre que ele sente que um amigo está indo jogar no "time dos casados", ele usa de suas táticas e faz o possível para que o colega não abandone o seu time! Na verdade, o plano desses solteiros é formar um "clube dos solteiros", onde o grupo de amigos não se envolva seriamente com outras pessoas e permaneça assim por muito tempo. Suspeita-se que o "capitão do time dos solteiros" teme muito a solidão ou nunca vai crescer mesmo, por isso fica apavorado em perder seus amigos e suas épocas de farra para a seriedade dos relacionamentos. O irônico é que se um "capitão" se envolve em um relacionamento antes de seus amigos, ele faz de tudo para arranjar relacionamentos para seus companheiros também. Assim, em breve, ele poderá mandar no "time dos casados"...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;17. Solteiros com o passe desvalorizado (ou "os por baixo"):&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; houve um tempo em que eles estavam no topo - eram desejados por quem eles desejassem. Quando queriam, não tinham o menor problema em se envolver com alguém, e caso fosse de sua vontade, arranjavam um relacionamento ao estalar de seus dedos. Só que o tempo passou, o dólar caiu e o mercado de ações apontou que o passe dessas criaturas está em baixa. E o pior: a velha e boa fase pouco adianta nesse período de seca, sendo  que a solteirice agora não é mais tão divertida quanto antes. Agora esses solteiros vivem numa fase "braba", onde estão matando "cachorro a grito" e torcendo para que a bolsa de valores se estabilize...  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6139594132216958348-5005720567902406539?l=cronicasdoapendice.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/feeds/5005720567902406539/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/2010/10/descubra-solteirice-que-ha-em-voce.html#comment-form' title='24 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6139594132216958348/posts/default/5005720567902406539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6139594132216958348/posts/default/5005720567902406539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/2010/10/descubra-solteirice-que-ha-em-voce.html' title='Descubra a solteirice que há em você!'/><author><name>Sr.Apêndice</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06401557361250199504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/S9qRaDfVwBI/AAAAAAAAAFc/v_Pnj5WAq58/S220/Official+Sr.+Apendice.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/TLa__03VE-I/AAAAAAAAAMk/xS1F9IaXCnA/s72-c/Single.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>24</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6139594132216958348.post-3672639111995289190</id><published>2010-09-29T21:32:00.007-03:00</published><updated>2011-04-11T16:14:28.859-03:00</updated><title type='text'>"A Ópera do Fracasso"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/TJjw1cI69tI/AAAAAAAAAME/CuINiutT_Rs/s1600/Paper+Bag+Comic.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5519426144219887314" style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; width: 320px; cursor: pointer; height: 318px;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/TJjw1cI69tI/AAAAAAAAAME/CuINiutT_Rs/s320/Paper+Bag+Comic.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;U&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ma ladainha visceral sobre o fracasso em seis atos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas antes, um último gole de whisky. Preciso disso. Não tem whisky? Então vai um vinho &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;doce em garrafa de plástico mesmo. Ok, vamos lá...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Ato I- "E o amor di&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;sse 'Não'" &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Como sempre, tudo começa com um fim...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fracassei, mesmo sem ter literalmente fracassado. Quando um relacionamento chega ao final, não se tem realmente certo ou errado, passivo ou ativo, fracasso ou fracassado. Mas há dor, lágrimas e toda aquele blá-blá-blá que todos conhecem. (Suspiro). Vocês sabem, já cansei de falar sobre o &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://cronicasdoapendice.blogspot.com/2010/04/encarando-o-temido-fim.html"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 0);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;fim por aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;. Mas com o fracasso é diferente, pois não se trata de um simples dramalhão com fiascos pela rua e demonstrações públicas de &lt;/span&gt;&lt;a href="http://cronicasdoapendice.blogspot.com/2010/05/teu-mal-e-recalque.html"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 0);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;recalque&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;, nem mesmo o típico véu de lágrimas. Não mesmo! Nã-nã-ni-na-não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, por mais que todo o fim seja um funeral de corações, convenhamos, nessa história de relacionamentos, apenas um morre de verdade. Enquanto quem nos dá um pé na bunda e vive sua "nova fase" (haja cretinice nesse mundo...), nós sentamos na graxa e saímos com o peso do fracasso nas costas. Ficamos com um "se" pendurado no pescoço, refletindo nas eternas variáveis e possibilidades do que poderia ter sido diferente. Mas não adianta, isso no mundo dos relacionamento "non ecziste", como diria o &lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Padre_Quevedo"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 0);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Padre Quevedo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Quando o amor diz "não", não há nada o que se fazer. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, se um fim de relacionamento é tomar em nosso oríficio retal favorito, fracassar seria coçar as hemorróidas propriamente ditas. O fracasso é realmente pior, ele é uma desgraça íntima, subconsciente e persistente. Querendo ou não, mesmo exonerados de culpa alguma, somos acometidos a nos sentir devastados sentimentalmente pelo peso do relacionamento póstumo. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Saber o motivo, a razão e as circunstâncias do fim, entender o porquê estamos sofrendo daquele jeito não serve nem adianta para porcaria nenhuma. &lt;/span&gt;É melhor ir jogar &lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Detetive_%28jogo%29"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 0);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Detetive&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;, e acusar o Coronel Mostarda com a chave inglesa na sala de estar.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Ato II - "Enterrado vivo pelo amor" &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Por que ainda pulsa algo que não existe mais? Ah, não... ainda existe algo! Ou pior: resiste algo ainda...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passam os dias, e mesmo após termos tentando, re-tentado, acreditado, re-acreditado, implorado, rezado para todos os santos, Deus e o Diabo, a situação inglória de derrotados em um relacionamento é o que costuma nos esperar. Acreditamos em uma relação, vivemos por ela, e até mesmo, demos um passo maior que as pernas. Por fim, fomos nocauteados por nossas próprias ilusões. Que sina! Encontramos aí o nosso purgatório particular, e de nada adianta pedir por piedade ou clemência. Nem para o citado Padre Quevedo, muito menos para nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah... Se há maldições nessa vida, a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;sensação de fracasso&lt;/span&gt; é a maior delas! Maldição perniciosa mesmo, digna de se ser rogada por uma cigana verruguenta de saia poída e com os cabelos fedendo à fritura na beira de uma estrada. Devo ter feito alguma coisa perversa em outra encarnação, digna de fazer o &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(204, 102, 0);" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Chico_Xavier"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Chico Xavier&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt; não psicografar o meu caso. Sei lá, roubei um frango de macumba ou fiz mesmo uma heresia das grossas, como ter estuprado uma freira. Maldição. Repito: mal.di.ção! Mas, pensando bem, isso de um jeito ou de outro pode sempre vir a acontecer com quem está no jogo. Pois, amaldiçoados pelo amor, de uma forma ou de outra, todos nós estamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema, que detesto falar em voz alta, e que é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;o substrato da sensação de fracasso&lt;/span&gt;, resume-se no fato de que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;normalmente nutrimos sentimentos por uma pessoa que não está nem aí para nós&lt;/span&gt;. Poético, clichê e desgraçado, não? Sim, queremos quem não nos quer mais! É uma explicação cretina, porém real para todo o mal desse fracasso que assola nossas mentes e polui nossos corações. Não podemos fazer mais nada em um relacionamento quando as portas da pessoa alheia se fecham para nós. É assustador, mas trata-se de um funeral para um vivo. É ser enterrado vivo pelo o amor. (Paradoxalmente, sofrer por isso nos faz sentir vivos, enquanto o coração frio da outra pessoa a torna morta... Ok, vamos tentar nos enganar mais um pouco...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Ato III - "Matando a solidão"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;(Deve existir algo que eu possa fazer. Ou talvez 'você'...ou 'você'...)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Dizem os especialistas que o ser humano é capaz de se acostumar com quaisquer tipos de dor. Vi isso em um Globo Repórter, sobre o tema "enxaquecas". Inclusive nesse programa, tinha um velhinho que há 40 anos vivia interruptamente com dor de cabeça, mas já estava adaptado ao convívio com ela. O porquê, como ele mesmo definiu: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"eu não tenho dor, a dor é que me tem"&lt;/span&gt;. Sábias palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, acostumar-se com a dor do fracasso é algo a qual podemos nos habituar. Indiferentemente do tempo que aguentamos com o peso sobre os ombros, é natural sairmos da concha de melancolia em que vivemos, nem que seja para dar uma espiada no mundo lá fora. Afinal, como se não bastasse o título de fracasso, a solidão pode vir a cutucar ainda mais nossa perturbada alma. Ninguém é masoquista ou louco o suficiente de passar por esse período sozinho. (Ou não?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, independente da constante aflição sentimental a qual estamos condenados, em nome do ego ou dos empurrões dos amigos, voltamos ao jogo, mesmo que o placar da última rodada ainda continue correndo. Dane-se o que sentimos! Ainda temos que transformar oxigênio em gás carbônico e desilusões em mais ilusões. Entramos na onda típica de música do &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Caetano_Veloso"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 0);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Caetano Veloso&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;, porque se vive numas de "e agora, que faço eu da vida sem você", cujo a solução é "buscar em outros braços seu abraços", etc, etc e tal. (Nossa, por isso que música assim vende!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alastrar nosso fracasso, ou mascá-lo silenciosamente, como um chiclete sem gosto na qual insanamente ainda não cuspimos? Dane-se! Talvez funcione tentar dissolvê-lo em novas tentativas de beijar outras bocas! Ou não. Caso não dê certo, ainda teremos garrafas de vodka para beijar nossas bocas. Afinal quem se importa? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Quando se trata de um fracasso sentimental, ninguém tem nada a ver com ele, a não ser nós mesmos.&lt;/span&gt; E isso é o mais difícil de se admitir. Da mesma forma que ao procurarmos novas pessoas para nos livrarmos de nossa cruz, não estamos "realmente" buscando uma solução. Estamos apenas matando a solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ato IV - "Arranque as asas de uma borboleta" &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Quem eu estou enganando?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Ilusões são frágeis. Enganar os outros é algo desprezível, mas tentar nos enganar é algo deplorável.&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;Triste mesmo, como um mendigo esmolando num dia de chuva para fumar uma pedra de crack. Porém, o que são os apaixonados, ou melhor, aqueles que um dia se apaixonaram se não um bando de dependentes químicos, que mendigam por toda aquela sensação inexplicável e insubstituível que é o amor? Você pode se entupir de chocolates, beber litros e mais litros de whisky ou até mesmo cair no desespero de se jogar em diversas relações frugais &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;que não vai adiantar em muita coisa. Tudo fica na volta de procurar as famigeradas "borboletas no estômago". (Ouvi essa uma vez: "e quem quer matar as borboletas no estômago, se elas fazem cócegas para nos rirmos?" - mandei a criatura tomar em sua cavidade anal e me procurar na esquina do inferno!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fracasso, uma vez introjetado em nossas mentes, demora para passar. Ele corrói nossas almas, e não há nada a fazer a não ser lidarmos com ele. A bendita salvação não vai vir tão fácil, nem do Céu nem do Inferno, muito menos daquela criatura que você pega todo o sábado em fim de festa. Só cabe a nós mesmos encontrar a solução para nossos próprios corações machucados, mesmo que ela não exista. Até mesmo porque, muitos que se achavam libertos da maldição do fracasso, do nada, entre o café da manhã e o momento de escovar os dentes, perceberam que nada mudou, e que aquele tempo que era para ser a solução apenas adormeceu a dor de não se ter mais aquela pessoa. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Irônico ou não, mas da mesma forma que o tempo pode ser nossa solução ele pode ser o nosso carrasco particular.&lt;/span&gt; Afinal, nada impede que ele alimente mais nossas ilusões e o nosso sofrimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como todos sabem, iludir-se é sempre um problema, ainda mais no quesito dos relacionamentos. Pois quem sentiu as tais borboletas no estômago uma vez, vive a desejá-las sempre, até mesmo porque elas serviriam para expulsar as traças que andam roendo nosso coração. Além disso, as ilusões são tão frágeis quanto as asas dessas borboleta, mesmo que essa fragilidade seja dura o suficiente para segurar nosso sofrimento... E aí, quem disse que é fácil encontrar a tal paz de espírito?&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;Ok, na dúvida, arranque as asas dessa&lt;span style="font-style: italic;"&gt;s &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;malditas borboletas agora mesmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Ato V - "Além da Salvação"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(... fudeu!)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Passará o tempo e as várias cicatrizes do amor serão como tatuagens, encarnadas em nosso ser. A sensação do fracasso poderá ser atenuada, e talvez você pense que tudo isso não passou de uma parte ruim no DVD da sua vida. Os dias passarão, esporadicamente teremos domingos chuvosos para ficarmos com a frase "que merda!" em nossas cabeças. Claro, algumas distrações nos poderão ser concedidas e talvez tenhamos dias em que uma breve lucidez nos será agraciada. Poderemos rir de nossa própria tolice, e todo o sofrimento e fracasso servirá de experiência para não fazermos tudo outra vez (aham...). Ainda assim, talvez um dia o Restart e o Justin Biber possam vir a morrer em um acidente de pedalinho e você irá pensar: "Nos&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;sa, ainda há do que se rir nessa vida..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas saiba desde já que você está além da salvação. Sua redenção será uma mera adaptação de sua alma, que também irá modificar-se após um fracasso amoroso. Você sentirá seu coração se tornando mais duro do que pão de uma semana atrás, e sua coragem, será condicionada por um alarme que apitará como um microondas no momento em que você entrar num ambiente instável dos relacionamentos. Paciência, não há remédio ou salvação para essas coisas. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Porque no fundo, nos relacionamentos amorosos, não se trata de descobrirmos "o sentido da vida", mas sim "a sensação da vida".&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Eis nossa verdadeira perdição: nossa busca em encontrarmos aquilo, que nem definição deve ter, mas que insistimos em chamar pelo nome da pessoa que nos serve como índice em nossa categoria de decepções amorosas. "Além da salvação", assim é que somos para o amor. Sem mais, nossa ópera parte então para um enf&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;ático e sublime final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Último ato - "Bêbado nas sombras"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Mais um gole desse tal veneno... Amor? Não, cachaça mesmo!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Ah, nessas horas, não há muito mais a se dizer. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O amor é um desgraçado mesmo, o filho de uma meretriz com gonorreia. Um bastardo cretino! Só ele é capaz de quebrar suas pernas e depois mandar você caminhar. &lt;/span&gt;Sim, é bem assim mesmo. (Suspiro.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/TKOnOceU4SI/AAAAAAAAAMU/17h8kBqYLFI/s1600/Sad+paper+bag.jpg"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5522441434689757474" style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; width: 295px; cursor: pointer; height: 179px;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/TKOnOceU4SI/AAAAAAAAAMU/17h8kBqYLFI/s320/Sad+paper+bag.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;E assim a nossa ópera encerra sua ladainha. Afinal, um dia tudo acaba. Relacionamentos, sofrimento, fracassos, amores, a vida... é assim. Tudo vira sombra do que um dia foi. Mesmo que tudo "não termine&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;" literalmente, um dia tudo vira parte do domínio do "já era". E o que ainda pode nos restar é a vodka, que infelizmente, também acaba uma hora ou outra, depois de algumas entonadas. Mas pelo menos nesse caso, você ainda pode comprar uma nova garrafa.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6139594132216958348-3672639111995289190?l=cronicasdoapendice.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/feeds/3672639111995289190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/2010/09/opera-do-fracasso.html#comment-form' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6139594132216958348/posts/default/3672639111995289190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6139594132216958348/posts/default/3672639111995289190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/2010/09/opera-do-fracasso.html' title='&quot;A Ópera do Fracasso&quot;'/><author><name>Sr.Apêndice</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06401557361250199504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/S9qRaDfVwBI/AAAAAAAAAFc/v_Pnj5WAq58/S220/Official+Sr.+Apendice.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/TJjw1cI69tI/AAAAAAAAAME/CuINiutT_Rs/s72-c/Paper+Bag+Comic.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6139594132216958348.post-8031248206304171221</id><published>2010-07-31T00:17:00.011-03:00</published><updated>2011-01-13T06:50:32.474-03:00</updated><title type='text'>"E se der certo?"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/TFJExm1Py6I/AAAAAAAAAL0/HKDW-2HF0qc/s1600/Happy+Couple+Bag.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 221px; height: 328px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/TFJExm1Py6I/AAAAAAAAAL0/HKDW-2HF0qc/s320/Happy+Couple+Bag.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5499533714000956322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Recentemente fui abordado por uma amiga, leitora do blog, que fitou meus olhos escondidos sob a carapuça amarrotada de papel, e sem hesitar me sentenciou com uma indagação: "E se der certo?". Eu obviamente não esbocei expressão alguma. Como se precisasse. A menina logo seguiu sua argumentação. Disse que gostava das minhas crônicas, achava-as engraçadas, etc e tal, mas que tudo o que ela lia aqui, tratava-se de frustrações, decepções e outras coisas dignas de cortar os pulsos com a faca de serrinha suja de maionese. "Coisas que não deram certo", enfatizava, "nem sempre os relacionamentos são assim".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Expliquei a ela, que sempre foi o objetivo das "Crônicas do Sr. Apêndice", falar das emblemáticas situações desastrosas dos relacionamentos pelo viés do bom humor, sarcasmo ácido e até mesmo por ironias clichês. Uma maneira de rir para não chorar.  Ela concordou com cada palavra que disse, atenta como um falcão caçando um rato da pradaria, mas ainda assim repetiu a fatídica pergunta: "E se der certo?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Por ora deixei no vácuo. Dei de ombros, disfarcei, mudei de assunto e fui buscar uma cerveja. Dois dias depois, estou conversando com um amigo, e para minha surpresa, a mesma inquietação me é arremessada diante de minhas convicções teóricas. Tentei repetir o discurso. Porém, meu amigo, muito sutil como um rinoceronte sambando em cima de um telhado de zinco, basicamente mandou minhas resoluções, resignações e filosofias acerca das dores de cotovelo mundanas a PQP. Segundo suas concepções, um tanto revoltadas com minha pragmática, que grande sentido existiria no mundo dos relacionamentos se não fosse o objetivo de "dar certo". Ele mesmo, num tom quase drástico, beirando à uma desilusão suicida, disse que já vislumbrava um futuro para ele com apenas uma mulher. Estava cansando dessa história de farra, pegação, troca-troca, putaria e o escambau.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tudo o que ele queria era a certeza de uma, apenas uma, guria legal, que dividisse uma coberta e uma taça de vinho numa noite fria de sábado, e o tédio amarelado de uma tarde vazia de domingo. Obviamente, me segurei para não mostrar o quão febril suas perspectivas poderiam estar. Sabem como é, todo mundo tem o direito de falar bobagens como se fossem verdades, até porque, enquanto às coisas não viram realidade, até mesmo a lorota da injeção de graça na testa vira a máxima dos pretextos para entramos em qualquer furada. Mas duvido que alguém realmente queira uma injeção na testa, ainda que de graça. Digo o mesmo para a rotina estática e monótona dos relacionamentos. Mas tudo bem, vamos lá de novo: "E se der certo?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Depois dessas abordagens, fui obrigado a fazer uma reavaliação de conceitos, ir ao fundo do meu consciente. Tal atitude em certas pessoas às vezes é tão escatológica quanto um exame de fezes. Comigo não foi diferente. Ao me defrontarem com o "dar certo", fiquei pensando se as pessoas não estavam me vendo como o nêmesis dos relacionamentos. Por favor, pessoal! Nem tenho ego ou potencial para tanto! Além do mais, acredito mesmo que os relacionamentos possam dar certo, tanto quanto acredito que a Globo não se aproveita dos lucros do Criança Esperança e que a liberação da maconha teria apenas fins medicinais como justificativa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Assim, reflexivo como um monge tibetano, vaguei dias titubeando sobre a razão do "dar certo". Afinal, por mais desesperado que meu amigo parecesse, e mais convicta que minha amiga se mostrasse, ambos tinham razões suficientes. De nada adianta embarcarmos nos tais relacionamentos se não acreditássemos mesmo em um desfecho bem-sucedido para eles. Até mesmo porque, o "dar certo" não é uma questão de resultado, e sim de crença. E de motivação, logicamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Em nossas vidas, podemos encontrar inúmeros exemplos daqueles que acharam sua metade da laranja e vivem felizes em seus mundos a dois, e se bobear, na mesma quantidade dos casos infelizes (e por várias vezes, alarmantes) daqueles que sofrem por serem sempre os bagaços cuspidos dos relacionamentos. Mas como somos seres humanos, condicionados a admirar a desgraça dos outros (Datena e Márcia Goldsmith que o digam), normalmente ficamos focados aos infortúnios ocorridos. Assim, alguns dos mais calejados das desilusões amorosas, já veem certos começos pelo o fim, e já eliminam pretendentes apenas por características aparentes e semi-óbvias. (Não duvidem de relacionamentos que não começaram porque a criatura era de um signo do Ar e tinha Mercúrio na Sétima Casa...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mas nem sempre as banalidades, casualidades, ou até mesmo os infernos astrais, servem para destroçar as possibilidades dos relacionamentos. Muitas vezes eles encontram um modelo de funcionalidade, e seguem firmes na luta. Sim, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;funcionalidade&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;! (E espero que o termo não choque ninguém!). Por mais que esteja dissertando sobre as probabilidades de uma relação dar certo, não ficarei exaltando arroubos de "finais felizes" ou de "mar de rosas". Tudo na realidade, gira em torno de uma questão das coisas funcionarem, das maneiras como as pessoas e seus jeitos, hábitos e defeitos se encaixam. Na verdade, abusando da filosofia barata de boteco, o "dar certo" tem haver com duas espécies de aceitação: 1) aceitar o outro(a) como ele(a) é; e, 2) aceitar a realidade de vida de ambos. Ou seja, tudo se baseia em entender, ou melhor, perceber como o outro é, e enquadrá-lo dentro da sua realidade vigente. Fazer a coisa funcionar é antigir o o tal "dar certo".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Estou complicando? Calma, calma, o titio Apêndice explica. Pensem comigo: você gosta da pessoa, o suficiente para ter sentimentos de completude e paz de espírito com ela. Tudo indica que ali  às coisas podem dar certo. No entanto, como em tudo na vida, há detalhes nas cláusulas da pessoa que você gostaria de rever. Você não suporta aquele jeito pessimista dela encarar a vida. Detesta quando ele(a) se acha na razão sobre tudo. Enerva-se sempre que ele(a) te compara com o(a) ex. Aí vem o momento crucial do pretenso relacionamento seguir rodando suas engrenagens. Querer que tudo dê certo é o suficiente? Quais as medidas a serem tomadas nessas circustâncias? Na verdade, é difícil encontrar um eixo para isso. Mesmo assim, metodologias para encararmos a barra não nos faltam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Costumamos recorrer ao famoso "colocar na balança", mas isso nem sempre é algo adequado, pois infelizmente, para várias coisas da vida, incluindo o coração, não sabemos pesar nem medir. Podemos dispensar alguém em nome de uma mania compulsiva, e depois sentir o golpe em nosso plano sentimental. Também costumamos engolir sapos, tudo em nome da salvação da relação. Porém, ficar acumulando tudo, como um balde de baixo de uma goteira, é loucura digna de internação em um manicômio daqueles fétidos, cheio de loucos com a cabeça raspada e migalhas de bolacha no canto da boca (você já assistiu o filme "&lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(204, 102, 0); font-family: verdana;" href="http://www.bichodesetecabecas.com.br/"&gt;Bicho de Sete Cabeças&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;"?). Ainda resta a insensatez de tentar mudar o outro, atitude normalmente sem sucesso nesses casos. Agir dessa maneira insistente e intransigente é assumir um papel desses loucos do manicômio que acabei de citar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mas saber conviver e lidar com os defeitos do outro, abrindo mão ali, arregalando os olhos acolá, contando até 10 de vez em quando... bem, isso significa encarar a realidade em nome de um propósito maior. Ah, você não tem saco nem paciência para isso? Sinto muito, mas então nem tente entrar nessa onda do "dar certo". &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;Relacionamentos são exigentes&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;. Afinal, isso faz parte do adaptar-se e evoluir, tão lembrando pelo titio &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(204, 102, 0); font-family: verdana;" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_darwin"&gt;Charles Darwin&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;. A vida é um credor implacável que faz o SPC parecer coisa de criança. E isso não é nem de perto exclusividade dos relacionamentos. Ainda tem os créditos das relações familiares, dos empregos, compromissos e etc e tal. Frente a tudo isso, intolerâncias e birras são tentadoras, afinal, somos humanos, assustados e mesquinhos com o mundo desde o dia em que saímos das entranhas maternas. Não é por menos, que são poucos que tem vocação para ser uma &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(204, 102, 0); font-family: verdana;" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Madre_Teresa_de_Calcut%C3%A1"&gt;Madre Teresa de Cacutá&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Por isso, volto a bater na tecla de que o "dar certo" não é um final de novela do &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(204, 102, 0); font-family: verdana;" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Manoel_carlos"&gt;Manoel Carlos&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;, onde todo mundo é feliz e termina rindo e com um bebê no colo. Também pode estar bem longe daquelas cenas de "terceira idade perfeita" ("eles tem 70 anos de casados e ainda são malabaristas na cama..."). Não! O dar certo às vezes pode ser conferido pelo tombamento de um relacionamento de anos, no momento em que uma criatura olha para a outra e diz: "não dá mais". Aí a outra, ao contrário do que se pensa, simplesmente diz: "é... não dá mais mesmo! &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Já deu certo o suficiente...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;" Depois eles ficam amigos, e curtem suas vidas tranquilamente. Vejam como assim tudo &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;funciona&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;como um intestino depois de uma semana tomando Activia. Mas não é por essas que a vida se encaminha?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Você não tem o carro dos sonhos, mas o seu funciona bem para suas necessidades. Ele anda, te leva de cima para baixo, consome pouca gasolina, tem um IPVA aceitável, e ainda serve de motel de vez em quando. Veja o seu emprego! Evidentemente ele poderia ser melhor, você poderia ganhar mais ou ser mais valorizado nele, porém, ele paga suas contas e te faz sentir-se útil em algo. Bingo, mais um exemplo de funcionalidade. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;Então, não estaria bom um relacionamento simplesmente para cumprir suas funções, e ser o que em essência todos se propõem a ser, ou seja, uma "relação entre duas pessoas"?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; Par "dar certo" não precisamos pensar necessariamente em uma história de amor de trama complexa e enredo épico, cujo vilão é derrotado no final ao alto de um penhasco, e o cavaleiro de armadura brilhante salva sua donzela e cavalga em rumo ao sol poente. Por favor! Se quer drama e romance, assista qualquer novela mexicana chinela que o SBT vive a reprisar. É nessas horas que os simplistas por natureza ou o pessoal que frequenta praias de nudismo saem ganhando: "às vezes, menos é mais..."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ok, mas a esta altura do campeonato vocês devem estar se perguntando: "mas então, o dar certo tem a ver com conformismo, comodismo e essas coisas assim, que rimam com domingos amarelados?". E eu respondo: sim e não. Tudo depende também do quão camarada o destino pode ser contigo. Ter sorte com certeza faz a diferença para um relacionamento dar certo,  assim como em tudo na vida. Mas por ora, não se preocupem tanto em buscar essas respostas existenciais ou métodos para uma relação vingar. Preocupem-se com coisas mais simples, como a Declaração do Imposto de Renda ou a prova do ENEM.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Saibam nas entrelinhas necessárias, que o que vocês podem fazer para a dar certo, parte de uma batalha diária contra a rotina e contra as adversidades inevitáveis da vida a dois (o que significa que tudo é variável. Você pode se estressar com a maneira que a outra pessoa masca chicletes ou com suas opiniões políticas...) Tudo sempre vai depender do auto-conhecimento profundo e do esforço constante e estóico daqueles envolvidos na relação. E claro, vale o lembrete clichê: "não basta apenas um querer, para que dê certo..."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;No final das contas, o "dar certo" pode ser sempre desvalorizado ou desacreditado por muitos, mas ele nunca será renegado por ninguém. Ele sempre será, mesmo que distante, um objetivo a ser atingido. Para o amor, nada é mais heróico (e insano, claro!) do que pessoas vivendo à procura do outro(a) que pode fazer tudo dar certo, e assim, encontrar o sentido da tão almejada felicidade. E por mais absurdo que isso pareça ser, o mundo está cheio de seres que fazem isso todos os dias, e continuam a persistirem inúmeras vezes em busca de sua tampa da panela. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Então, o tal "e se der certo?" não pressupõe respostas. Seja da maneira que for, pelo destino, insistência ou resistência, os relacionamentos acham suas entradas e saídas por si mesmos. Um brinde ao "dar certo", que dá esperanças aos desiludidos do amor, forças aos rejeitados, inspiração aos apaixonados e até mesmo curiosidade aos solteiros convictos. Pois, a despeito de tudo o que digam, há mesmo uma beleza monocromática em um casal desfilando de mãos dadas pelas ruas, crentes que tudo dali para frente pode dar certo. (Estou me segurando para não rir desse final açucarado, mas juro que não debochei...) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6139594132216958348-8031248206304171221?l=cronicasdoapendice.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/feeds/8031248206304171221/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/2010/07/e-se-der-certo.html#comment-form' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6139594132216958348/posts/default/8031248206304171221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6139594132216958348/posts/default/8031248206304171221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/2010/07/e-se-der-certo.html' title='&quot;E se der certo?&quot;'/><author><name>Sr.Apêndice</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06401557361250199504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/S9qRaDfVwBI/AAAAAAAAAFc/v_Pnj5WAq58/S220/Official+Sr.+Apendice.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/TFJExm1Py6I/AAAAAAAAAL0/HKDW-2HF0qc/s72-c/Happy+Couple+Bag.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6139594132216958348.post-8692398496821069796</id><published>2010-06-29T17:44:00.009-03:00</published><updated>2011-01-08T08:10:43.991-03:00</updated><title type='text'>Dá um tempo!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/TCpbuXN6VHI/AAAAAAAAALM/wES01MeYHAk/s1600/GREAT+Paper+Bag+Furious.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 208px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/TCpbuXN6VHI/AAAAAAAAALM/wES01MeYHAk/s320/GREAT+Paper+Bag+Furious.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5488299947968844914" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Dei um tempo para o blog. Por vários motivos e desculpas (dá até para incluir a desculpa típica da época: Copa do Mundo, meu amigo...), mas a grande verdade é que "dar um tempo" não é algo que me orgulha muito. Me estressa esses interlúdios desdenhosos, seja em qualquer coisa da minha vida, principalmente nos relacionamentos. Pelo menos para o meu distanciamento blogueiro, minha cara já está coberta com um saco de papel para evitar a vergonha. Porém, na maioria dos relacionamentos, esse não é o caso. Por isso, nada mais justo do que esta crônica refletir sobre o tempo. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Acho que nos relacionamentos pelos quais passei, minhas ex deviam enxergar ponteiros na minha cara, pois elas adoravam essa história do "vamos dar um tempo". O mais inquietante, é que essa ladainha anda bem usual nas relaçõe&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;s que existem vida a fora, e é mais comum do que flores, bombons e sentar no sofá domingo com a criatura amada para ver a "Dança dos Famosos" no Domingão do Faustão. (Ok, peguei pesado, sei disso...). Portanto, imaginem (ou relembrem!) &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;o seguinte diálogo diante da "hipotética" situação. Às coisas não vão bem entre o casal, que após dias estranhos, contatos insensíveis e sentimentos de aversão, resolvem quebrar o gelo:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 0);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;- Então, qual o motivo do silêncio? - diz ele com o oríficio retal na mão, sentindo que a estranheza dela não é TPM.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 0);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;- Não sei... - ela suspira, implorando que o mundo pare porque ela quer descer.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 0);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;- É sobre nós? - arrisca ele, se fazendo de monga, mesmo estando na cara que o relacionamento vi&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 0);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;ve um momento &lt;a style="color: rgb(204, 102, 0);" href="http://cronicasdoapendice.blogspot.com/2010/05/putz-fudeu.html"&gt;"putz, fudeu!"&lt;/a&gt;. Mas ele não pode dar o braço a torcer. Ou não quer mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 0);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;- É... - diz ela, mais escorregadia que sabonete na lendária &lt;a style="color: rgb(204, 102, 0);" href="http://www.youtube.com/watch?v=QkH-STiX04g&amp;amp;feature=related"&gt;banheira do Gugu.&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 0);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;- É algo que eu fiz? - ele se culpa, sabendo que isso é o mesmo que uma autopiedade descarada. "Cadê minha mãe" implora, desejando um copo de Nescau e a resolução daquela situação que não vai acabar bem.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 0);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;- Não, é comigo. - responde ela, merecendo um Oscar por sua atuação de "problemática da relação".&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 0);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Segundos incontáveis de tensão e suspense ressoam entre os dois. Ninguém tem coragem para dizer ou fazer nada, ambos acuados como em um jogo de xadrez em que qualquer movimento pode ser o &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 0);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;diferencial entre ganhar ou perder. Esboçando uma reação, ela finalmente respira fundo, clama por suas forças internas e regurgita incertezas de sua alma:&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 0);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;- Preciso de um tempo! Não tem nada a ver contigo, é uma fase que eu estou passando, e eu preciso de um tempo para pensar melhor nas coisas... - ao dizer isso, parece que ela tira um piano das costas, mas coloca um armário no seu lugar. Seis por meia dúzia, mas pelo menos por enquanto, ela vai se iludir que tem um tempo para respirar antes de ser sufocada pelo enclausuramento das dúvidas. Ou pelo menos, arranjará a coragem definitiva para acabar com a relação. Quem saberá? Ah, e claro, ela deixa uma faca cravada no coração dele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 0);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Ele fica atônito, sem reação. Não sabe ao certo o que isso quer dizer. Olha para ela, quase chorando, mas não faz nada. Ele não pode fazer mais nada, pois é indiferente. Aceita a condição dela, e vai embora cabisbaixo, sentindo que seu coração agora pertence aos embalos dos tic tac's do relógio do tempo...&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Para quem já ouviu ou disse a fatídica frase "vamos dar um tempo", sabe que tudo não passa de um eufemismo para "o relacionamento não vai bem, aqui está seu vale transporte para o Fim". É como se a relação estivesse na UTI, respirando só por aparelhos. O caixão já está até encomendado, os parentes chorando, mas quem convalece a&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;inda acredita em milagres. Sabem como é o ser humano, esperançoso por natu&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;reza (ainda mais o brasileiro que "não desiste nunca"). Vai que de repente esse "tempo" seja benéfíco e tudo melhore na relação! Primeiro chavão do texto: "sonhar não custa nada"... &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Já disse em uma de minhas crônicas, que se a pessoa diz que precisa "de um tempo", ela está sendo educada em dizer que não te quer mais. Os fatores que levam uma pessoa a ficar nessa congestão de ideias emocionais são vários, incalculáveis, bizarros e até mesmo pecaminosos, mas para a pobre criatura que não é relógio, mas mesmo assim tem que dar tempo para um outro alguém, só encontra mesmo dois caminhos a seguir: aceitar ou não o tempo proposto.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Nesse espaço de tempo em que o casal se separa em nome dos sentimentos mais confusos que pode se supor, quem fica "na espera" por assim dizer, declara seu atestado de sofredor. Primeiro, porque essa criatura infeliz não sabe ao certo os motivos que o colocaram na geladeira, ou no banco de reservas dos sentimentos do outro por quem ela ainda nutre grandes esperanças, pois caso contrário um &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"não dou tempo, vai a merda" seria mais prático e menos insano do que viver essa tortura.&lt;/span&gt; Em segundo lugar, e aproveitando o ensejo, já que se falou em tortura, haja limites para os voos que nossa imaginação alça nesse período de indefinição. Nossos neurônios se concentram unicamente em saber o que significa este tempo para a outra pessoa. Vamos da esperança do carnê do Baú da Felicidade até o Inferno astral dos desabrigados das enchentes no Nordeste. Ficamos naquelas: Ele(a) quer cair na gandaia? Na p&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;egação geral? Tirar umas férias de mi&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;m? Será que tem outra pessoa na jogada? Tudo vai voltar a ser como antes? Primeira vez sem camisinha engravida? NÃO! Isso, não... Argh! Acho que é menos agoniante fazer gargarejos com soda cáustica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Tento mas não consigo entender a condição humana (caso tivesse mérito nisso, provavelmente seria laureado em Harvard... ou seria jurado do Ídolos!), mas é impressionante que as mesmas forças que nos fazem suportar situações como essas, não sejam suficientes para pontuarmos os "pingos nos i's" decentemente numa relação. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Infelizmente, na maioria dos casos, os sentimentos amorosos (sempre eles...) conseguem nos fazer suportar todos os tipos de sofrimentos e caras arrastadas no chão. Se tem &lt;a href="http://noticias.r7.com/videos/mulher-mata-filho-de-8-meses-para-ficar-com-namorado-em-sp/idmedia/2c903ba475bf0f5d1bb222a8e6f481e6.html"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 0);"&gt;gente louca por aí que mata o filho em nome de uma paixão doentia&lt;/span&gt;,&lt;/a&gt; então, por essas e outras, esperar no vão do querer de outra pessoa é papinha de bebê. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Minha opinião é que o pior ataque é a defesa, mas a melhor defesa é o ataque. Coisa linda seria se alguém a quem foi pedido o tempo numa relação, enchesse o peito de coragem e dissesse na cara da criatura abusada: "seguinte, ou caga ou desocupa a moita!". Nada como dar uma reviravolta no jogo dos relacionamentos, com uma ação digna de autovalorização, afinal, pessoas determinadas tendem a ter a voz de comando numa relação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Ficar naq&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;uelas de "ah, ele(a) não acabou comigo porque tem medo de me perder, por isso pediu tempo... mimimimimimi..." é burrice. E das grandes. Aliás, mais do que isso, trata-se de um convencimento descarado, porque você ainda continua se sentindo como protagonista do filme dessa pessoa, que na realidade está mais a fim de assistir o intervalo comercial. Além disso, vale a reflexão: se você é mesmo tudo isso que pensas que é na vida desta pessoa, ela não precisaria estar dando um tempo na relação de vocês, não é mesmo? Como é mesmo aquele clichê... ah, "quem ama de verdade, não dá tempo." Aham, sei, usei mais uma frase feita, pois tenho mais outra super piegas para completar então: "é pecado ficar desperdiçando tempo para ser feliz". (Bah, me senti usando uma camiseta do Che Guevara , calçando All Star e tomando uma Coca-Cola de canudinho...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Dar um tempo não deixa de ser a manutenção de uma relação neurótica, cuja ideia de ainda possuir faz com que o outro se ache no direito de interferir em sua vida. Por isso que acabar não é a medida normalmente tomada nessas situações, pois na maioria dos casos, se desprender de alguém não é algo simples, mas é algo necessário.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;O detalhe é que o peso do finalizar a relação diante da situação do "dar um tempo" deveria ser tratada como uma responsabilidade mútua. Quem quer o tempo deveria ter a coragem de pedir o fim, da mesma forma de quem concede o tal interlúdio. Até mesmo porque, eu duvido que dar um tempo seja um compromisso 100% tácito, da mesma forma que um f&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;im. Ou seja, o sofrimento dá na mesma. Porém, pelo menos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;terminar é não ter que ficar alimentando a esperança da incerteza.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/TCpcoOo3_dI/AAAAAAAAALU/JMwxWzNNr2Q/s1600/Agonia.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 218px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/TCpcoOo3_dI/AAAAAAAAALU/JMwxWzNNr2Q/s320/Agonia.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5488300942098431442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Talvez a tônica tenha ficado drástica, pois falávamos em "dar tempo" e agora descambamos para um papo de acabar, mas na verdade, tudo isso tem a ver com encararar a realidade. O tempo no final das contas ganha um propósito surrealista de ser um mero artíficio ilusório, uma desculpa efêmera para não tatearmos o real. Se querem se iludir, ou então bancarem os otimistas (como eu, que acredita que vai ganhar na Mega Sena apostando com os números do Lost), prefiram então o lance de acabar para reatar a relação num futuro indeterminado, ao invés de ficarem dando tempo. A princípio vocês podem pensar que se trata das mesmas coisas, mas no fundo a diferença é gritante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se vocês estiverem livres e desimpedidos, poderão cair na gandaia, conhecer novas pessoas, e o mais importante é que não terão que prestar contas à ninguém, pois o vínculo foi rompido. É claro que ainda fica o emocional, afinal a relação não acaba literalmente com a verbalização do fim, mas pelo menos as cobranças da volta não serão tão grandes. E se houver as conversinhas moles, e ele(a) chegar com cobranças é mais fácil deixar claro que vocês não tinham mais nada a ver um com o outro. Viu, só como tudo fica mais claro e prático, como "preto no branco", "pão, pão, queijo, queijo"! (E viva os chavões populares!)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Não preciso nem repetir pela enésima vez o quanto relacionamentos são complicados e blá, blá, blá, por isso tentar facilitar às coisas pode ser o verdadeiro sentido da felicidade e da economia em gastos com psicanalistas. Sei que a frase feita do "sofrimento é opcional" é uma das maiores lorotas do mundo, (assim como "Deus ajuda quem cedo madruga" e o "trabalho enobrece o homem"), mas o tal "cortar o mal pela raiz" é uma pérola milenar da sabedoria universal. Então, "deem um tempo" para essa história de "dar um tempo", e enfrentem as formas que seus relacionamentos podem vir a tomar. Nunca é fácil, eu sei, mas caso seja o fim, podemos contar com o tempo, o de verdade, não esse inventado pelos relacionamentos, que na verdade é uma fuga dos fatos. Afinal, como diz o dito popular "o tempo é sábio". AHHHHHHHHHHH!!!! Deu de chavões! Fim. (E não um tempo para pensar em mim, já que às coisas não vão bem entre nós...)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6139594132216958348-8692398496821069796?l=cronicasdoapendice.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/feeds/8692398496821069796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/2010/06/da-um-tempo_29.html#comment-form' title='34 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6139594132216958348/posts/default/8692398496821069796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6139594132216958348/posts/default/8692398496821069796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/2010/06/da-um-tempo_29.html' title='Dá um tempo!'/><author><name>Sr.Apêndice</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06401557361250199504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/S9qRaDfVwBI/AAAAAAAAAFc/v_Pnj5WAq58/S220/Official+Sr.+Apendice.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/TCpbuXN6VHI/AAAAAAAAALM/wES01MeYHAk/s72-c/GREAT+Paper+Bag+Furious.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>34</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6139594132216958348.post-3750794350170116386</id><published>2010-06-07T23:16:00.013-03:00</published><updated>2010-07-30T09:22:58.340-03:00</updated><title type='text'>"Sou para casar!" - Postagem Temática</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/TA2ohmsB3II/AAAAAAAAAKs/hx0hJc1LYi0/s1600/Casal+Paper+Bag.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 248px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/TA2ohmsB3II/AAAAAAAAAKs/hx0hJc1LYi0/s320/Casal+Paper+Bag.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5480221616854129794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Confesso a vocês que casamento é um tipo de palavra que não me desce. Sério, enunciá-la me causa reações alérgicas bizarras, como brotoejas, náuseas e uma estranha coceira na testa, como se fosse meus anticorpos agindo antecipadamente contra meus futuros chifres. Apesar disso, pasmem, eu sou uma pessoa que acredita no matrimônio, da mesma forma que dou crédito a honestidade dos políticos nos horários eleitorais e que &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(204, 102, 0); font-family: verdana;" href="http://mundodeelcid.blogspot.com/2010/05/televisao-o-episodio-final-de-lost.html"&gt;Lost&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 0);font-family:verdana;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;ainda vai ter um remake ou uma versão mais decente para aquele final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mesmo assim, alguém no mundo, que dita regras invisíveis e intransponíveis (algo digno de teorias conspiratórias ou de malucos com chips na cabeça) diz que nossa escala evolutiva é algo mais ou menos assim: nascer, crescer, namorar, casar, trabalhar, pôr filhos no mundo, trabalhar mais ainda, se aposentar, reclamar da aposentadoria, envelhecer e morrer. "O casamento é uma instutuição falida", esbravejam os revoltados de vanguarda ou os solteirões encalhados. Mas na realidade, a indústria matrimonial vai muito bem, obrigada, rendendo milhões a cada ano, num mercado que vai desde vestidos de noiva até &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(204, 102, 0); font-family: verdana;" href="http://petiscoblog.blogspot.com/2009/10/bolos-de-casamento-bizarros-voce-usaria.html"&gt;bonequinhos bizarros&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; para enfeitar o bolo do casamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de milhares se separarem todos os dias (sim, a indústria do divórcio também vai bem, obrigada), há  pelo menos um dobro de pessoas que pensam diferente e rumam para o altar, a fim de ouvirem um Padre dizer "até que a morte os separe". E qual a razão, motivo ou circustância desse fenômeno? Amor eterno? Filhos gordinhos e rosados correndo na frente da casa? Um jardim de petúnias, uma cerca branca e um cachorro fazendo cocô no gramado? Talvez... mas também pode não ser nada disso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Casamento é também um negócio, um investimento mútuo de duas pessoas que estão remando contra a maré, pois assim parece ser mais fácil não se afundar no mar das responsabilidades da vida cotidiana. Faz parte (antes dos princípios da "Lua de Mel eterna" e do "café na cama de novela") seguirmos nosso instinto de sobrevivência, pois afinal temos DNA o suficiente para propagarmos nossa espécie por gerações e gerações. Juntar os trapos, fazer um puxadinho, dividir as contas e aguentar diariamente alguém que você escolheu para o resto da vida, parece ser o jeito certo da humanidade caminhar (ou um sacrifício penitente para se conseguir um cantinho no Paraíso) e sobrevivermos mais facilmente. O porquê que às coisas são assim eu não sei, mas quaisquer dúvidas liguem para a condição humana. Tudo o que sei, é que muitos, desde o dia em que nascem, são doutrinados a esse modelo de vida.  Pois por mais descrenças que o mundo moderno ainda possa depositar sobre os enlances matrimoniais,  ainda existirão aquelas ilusões da vida perfeita, do dia-a-dia dividido com alguém que se ama, de alguém para envelhecermos juntos, etc. Tudo isso soa como um convite tentador e constante na mente das pessoas, ainda mais por elas serem sozinhas em sua essência (e assim sempre será, pelo menos enquanto o cinema seguir produzindo comédias românticas). &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Além do mais, o casamento sempre será como um escopo de salvação para os problemas humanos. Endividado? O casamento pode ser a sua solução! Case com alguém rico e vá passar a Lua de Mel bebendo um drink exótico no Caribe. Está sendo deportado de volta para o seu país de 3º mundo? Case, e garanta já o seu visto de permanência! Quer uma empregada doméstica, uma amante e alguém para encher seu saco quando você chega tarde em casa? Adivinhem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como se não bastasse, ainda há aqueles que creem na utopia de que um casamento pode salvar um relacionamento, porque via de regra é o relacionamento quem dita a salvação para as pessoas. Já ouvi casos de pessoas que disseram: "Eu e a Fulana estávamos quase nos separando, o namoro ia de mal a pior... por isso resolvemos nos casar e tentar deixar às coisas melhores. Aqui está nossa lista de presentes..." (Nem comentarei de novo o quanto o mundo é maluco...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Todavia, ainda emerge por aí mais uma categoria de pessoas, totalmente relacionadas e focadas à instituição do sacramentado matrimônio: os &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;"eu sou para casar!"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;. Apesar do quanto às coisas andam liberais, das inúmeras farras, estripulias, tequilas e camas estranhas que nos são ofertadas todos as noites, ainda existe uma legião de pessoas que (se) negam a tudo isso. Por princípios morais ou convicções distintas, muitos pensam em serem seus próprios investimentos no pregão da "Bolsa de Valores dos Casórios". Viver uma vida comedida em nome da valorização do passe para o fatídico matrimônio, pode vir a ser um estilo de vida. Parece coisa de vovó, mas ainda existe a tal história do "bom partido". Sim, pois ser um "bom partido" é fundamental para se atrair outro "bom partido"! (pausa para eu respirar fundo e deixar que o enjoo passe...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O irônico é que nesse esquema de "bom partido" até aquelas habilidades prosaicas ainda são muito valorizadas no pacote pró aliança. Ser bom de cama, bom de papo e bom provedor não é tudo. Ainda tem que saber cozinhar, lavar, passar, costurar, ser alguém legal com crianças, curtir lances família, levar o cachorro para passear e saber abrir um vidro de azeitonas. As pessoas que se dizem "para casar" poderiam ser encontradas em classificados do jornal, tamanha a lista de vantagens e perícias que elas dizem  ter. Surpreendente, mas todo o dia vejo pessoas com um reluzente letreiro na testa: "sou a nora/o genro que seus pais pediram a Deus. Que casar comigo?"&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É engraçado pensar nessa ênfase em que as pessoas ainda acentuam nos relacionamentos, como se fosse o destino para todos eles. A pressão social é tão recorrente a ponto de cobranças do tipo "30 anos na cara, e ainda não casou?" serem fortes o suficientes para regerem um caos interno nas pessoas. Afinal, esse alguém misterioso que dita as tais regras invisíveis, é o mesmo que ainda faz com que meninas sonhem com o bendito dia em que entrarão vestidas de noiva em uma igreja, e  com que meninos não vejam a hora em que irão tirar esse vestido delas na noite de núpcias. Mas aí, como sempre nos relacionamentos, tudo fica bagunçado. Ser "alguém para casar" não é garantia de nada, muito menos de um casamento! Talvez as culturas orientais que fazem casamentos arranjados quando os noivos ainda são bebês, estejam mais certas, pois eles aceleram toda uma enrolação que só nós sabemos o quanto é agoniante. Ou então é mais fácil seguir o método dos primórdios dos tempos, época em que trogloditas batiam com tacapes nas cabeças das mulheres e as arrastavam para uma caverna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, mas já que estamos enroscados nessa linha de viver-casar-morrer, agarrar-se ao mantra "sou para casar" pode ser uma defesa, uma crença ou uma esperança. Pois tudo até então, é  apenas uma questão de fazer parte no grande tecido das convenções sociais, comprar uma frigideira, um conjunto novo de toalhas e evitar que o mundo exploda. &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Das incoerências em que somos expostos diariamente, casar não deixa de ser mais uma delas. Mal nos entendemos, vivemos à beira da loucura por estarmos na nossa própria pele, então, vejam a comicidade de querermos a convivência e as responsabilidades diárias com um outro alguém. Talvez comprar uma planta, uma samambaia, sei lá, seja mais lógico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso estar bem errado, mas ainda acho que o romantismo piegas e clichê, aquele mesmo em que o noivo carrega a noiva porta à dentro, não dura muito diante da realidade de calcinhas penduradas nos registros do chuveiro, ou frente a uma discussão pela última raspa de margarina. Mesmo assim, as pessoas ainda irão entrar nesse negócio, fundadas pelas  mesmas expectativas e ilusões que seus pais e avós um dia tiveram. Tudo por um monte de latinhas amarradas no parachoque traseiro do carro, com o vidro rabiscado de "recém casados". Vida longa às ilusões, brindaremos aos que "são para casar" pois precisamos ainda dos que se esforçam para verem sentido nisso tudo, mesmo que esse sentido seja embrulhos de expectativas fantasiosas, alheias às expectativas da vida real.  Viver por esperar não é tão bom quanto não viver uma realidade por várias vezes frustrantes dos relacionamentos que andam por aí? Talvez, mas vocês sabem como são essas coisas... Esperar um grande momento, uma grande pessoa, uma grande decisão, pode ser tudo apenas uma &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;grande questão de esperar&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;. &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, estou aprendendo a fritar um ovo, descobri que não se mistura roupas brancas com coloridas na hora de lavá-las, instalei eu mesmo um boxe novo no banheiro e comprei cabides e uma samambaia. Ah, já falei a vocês que abro um vidro de azeitonas como ninguém?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;_______________________________________________________________________&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta postagem faz parte do &lt;a style="color: rgb(204, 102, 0);" href="http://www.blogsintonizados.blogspot.com/"&gt;Blog Sintonizados&lt;/a&gt;. O tema dessa edição era "Casamento". &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6139594132216958348-3750794350170116386?l=cronicasdoapendice.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/feeds/3750794350170116386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/2010/06/sou-para-casar-postagem-tematica.html#comment-form' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6139594132216958348/posts/default/3750794350170116386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6139594132216958348/posts/default/3750794350170116386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/2010/06/sou-para-casar-postagem-tematica.html' title='&quot;Sou para casar!&quot; - Postagem Temática'/><author><name>Sr.Apêndice</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06401557361250199504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/S9qRaDfVwBI/AAAAAAAAAFc/v_Pnj5WAq58/S220/Official+Sr.+Apendice.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/TA2ohmsB3II/AAAAAAAAAKs/hx0hJc1LYi0/s72-c/Casal+Paper+Bag.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6139594132216958348.post-5818289523128398444</id><published>2010-05-26T23:08:00.022-03:00</published><updated>2011-04-05T05:27:59.171-03:00</updated><title type='text'>Fatos e verdades inconvenientes do amor</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/S_3VMzfPGBI/AAAAAAAAAKE/57WbjjhPquI/s1600/Official+1.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/S_3VMzfPGBI/AAAAAAAAAKE/57WbjjhPquI/s320/Official+1.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5475767137908758546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Ultimamente, a apêndice que eu nem tenho mais tem doído para burro! Não sei se é porque o tempo anda úmido demais, e aí a gente se apóia nessas crendices de vovós (ai, meu joanete tá me matando, vai cair &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;um temporal amanhã...) ou se é a vida mesmo que anda num arroubo de sadismo, cutucando minha cicatriz cirúrgica só para se divertir. Nesses momentos, desolados diga-se de passagem, minhas opções são poucas: tomar um trago, filosofar e encher o saco. Tudo isso claro, sem o opcional do sofrimento.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por isso caros leitores, eis a hora conveniente de ser inconveniente, e pensar em alguns fatos e verdades do amor e suas relações. Afinal, se cutucam m&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;inhas feridas, eu cutuco as dos outros... Então, venham comigo e vamos encarar os fatos nesta lista que fiz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como qualquer história na vida, todo relacionamento tem início, meio e fim. Porém, a diferença está em qual dessas três partes enrolamos mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Só porque a pessoa é legal, não significa que ela esteja te dando mole. Do mesmo jeito, só porque a pessoa está te dando mole, não significa que ela seja legal.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Quer várias pessoas a fim de você? Então comece a namorar. Não quer ninguém na sua volta? Fique solteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O MSN e o Orkut não são fontes confiáveis de informação sobre a outra pessoa, mas eles servem como uma fonte de sabedoria e ilusões para nós, quando estamos interessados em alguém. Da mesma forma, eles podem vir a ser tornar mais tarde, nosso instrumento de tortura pessoal favorito.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- O início é a melhor parte do relacionamento, pois nossos cérebros estão reagindo  sobre uma overdose de dopamina. Quer manter isso para sempre? Torça para inventarem a dopamina em cápsulas e venderem em supermercados...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O romance só existe (e resiste) de verdade sob essas três formas: 1) no início de um namoro; 2) pela vontade mútua e divina do casal, e; 3) nos filmes e novelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Falamos que queremos romance, amor por toda &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;a vida, encontro de almas, demonstrações públicas de afeto, etc, etc e tal... mas no fundo, o que queremos mesmo, é sexo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Dois corpos só se satisfazem por completo na cama, mas dois corações, só na alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Os opostos se atraem, mas só os semelhantes duram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ficar com alguém só por ficar, pode vir a ser um dos seus maiores erros, e o início de muitas incomodações...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, nem a pau sua namorada vai se parecer com a &lt;a style="color: rgb(204, 102, 0);" href="http://img.flagrastop.com.br/estatico/2009/09/18/big,18092009,135934,1253293174,15.jpg"&gt;Juliana Paes&lt;/a&gt; ou seu namorado com o &lt;a style="color: rgb(204, 102, 0);" href="http://suckerforvampires.files.wordpress.com/2009/03/johnny-depp.jpg"&gt;Johnny Deep&lt;/a&gt;!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;- Você acredita em perfeição? Que legal, eu também! Falando nisso, Papai Noel me ligou hoje de Marte e disse que está muito frio por lá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Antes de se perguntar se a outra pessoa vale a pena, pergunte se VOCÊ vale a pena...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Apaixonar-se é como andar em uma corda-bamba: é instável, se cairmos levamos um tombo feio, mas caminhamos rindo como se nada fosse nos preocupar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Os poetas do Romantismo afirmaram, depois a cultura pop massificou e por fim os Emos continuaram a encher o saco, mas a verdade é quase irrevogável: "a essência do amor é a dor."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em um relacionamento, um vai amar e demonstrar isso mais do que o outro. O problema é quando o que "demonstra mais" não entende isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pense bem antes de comprar aquele presente caro para a outra pessoa. Nenhuma relação vale o nome no SPC.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;- Ninguém gosta nem suporta cobranças. Se é um saco pagar o aluguel todo o mês, o que dirá tentar entender porque a relação não está dando certo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se a pessoa diz que "precisa de mais espaço" ou de "um tempo para ela", ela está  sendo educada em dizer que não te quer mais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;- A pessoa por quem você foi trocada pode ser um verme inferior e nem chegar aos seus pés, mas isso nunca servirá como consolo. Afinal, quem foi trocado foi você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ciúmes são tão úteis em um relacionamento quanto pulgas debaixo de um lençol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, mas você é daqueles que acha que o ciúmes é o "tempero da relação". Ok, então pense assim: o ciúmes é um tempero, como sal e pimenta, e a relação é uma ferida aberta e ardida. Legal, né?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Rotina é igual a gente chata em festa: por mais que você se desvie, é impossível fugir dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É possível amar e odiar uma mesma pessoa ao mesmo tempo, assim como pode-se amar e amar duas pessoas ao mesmo tempo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A razão pode salvar seu relacionamento, e o sentimento afundá-lo, da mesma forma que o sentimento pode salvar sua relação e a razão afundá-la!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A pessoa por quem você suspeita que seu(sua) namorado(a) possa estar se interessando normalmente não é o problema. O problema é justo aquela pessoa que você sequer imagina...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- O amor é um escravo sadomasoquista da dúvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Para trair, basta pensar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Os relacionamentos amorosos acabam, os chifres sempre ficam. (e os carnês das prestações também...)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Trair é mais complicado do que você imagina, mas para a outra pessoa é mais simples do que comprar bala na venda da esquina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nunca perdoamos uma traição de verdade. O que pode acontecer, é dizer que perdoamos a pessoa, em nome de uma seca danada que estamos passando...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- A pior coisa de um relacionamento (dentre dos vários piores...) é começar tudo de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em todo o relacionamento, quem acaba sempre fica melhor do que você. Fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dizer "eu ainda te amo", "não sei viver sem ter você", para uma pessoa que acabou contigo não vai comovê-la nem trazê-la de volta. Pelo contrário, ela se sentirá melhor com seu ego elevado e ficará estimulada a continuar sem você. Afinal, ela está na melhor e você na pior.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- É justo quando estamos na pior, quando nosso mundo está desabando e o Diabo nos abana do inferno, que a outra pessoa inventa de acabar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O relacionamento acaba, mas o sentimento de posse persiste por mais um tempo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Os anos de relacionamento, às coisas incríveis que vocês viveram, as juras de amor eterno, e a dedicação que você teve à outra pessoa, não servirá de nada quando ela dizer: "não te quero mais..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Álcool + Recalque + Ex = Merda&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;- É mais fácil lamber seu cotovelo do que provar para a outra pessoa de que "tudo poderá ser melhor de agora em diante..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Recaídas nem sempre significam recaídas. Elas podem ser simples momentos de "hum, será que ele(a) continua na mão...?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Para esquecer uma paixão, só se precisa de uma nova paixão. &lt;a style="color: rgb(204, 102, 0);" href="http://www.youtube.com/watch?v=lr9mpPNFT9M"&gt;Aham Cláudia, senta lá!&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em um relacionamento, sempre nos preocupamos mais com o que sentimos do que com o que a outra pessoa sente. Fato.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;- No amor, todos os fatos e verdades são previsíveis. Apesar disso, as pessoas continuarão sendo sempre imprevisíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por mais inconveniente que todos esses fatos sejam, o mais conveniente a se fazer é não dar bola para tudo isso. Afinal, a vida precisa continuar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/S_3jLzbIyZI/AAAAAAAAAKM/ChHXVamEKXk/s1600/Official+2.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/S_3jLzbIyZI/AAAAAAAAAKM/ChHXVamEKXk/s320/Official+2.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5475782513874487698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;          - "Tudo é uma questão de se acostumar com a dor... ou rebelar-se contra ela! Fato."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6139594132216958348-5818289523128398444?l=cronicasdoapendice.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/feeds/5818289523128398444/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/2010/05/ultimamente-apendice-que-eu-nem-tenho.html#comment-form' title='24 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6139594132216958348/posts/default/5818289523128398444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6139594132216958348/posts/default/5818289523128398444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/2010/05/ultimamente-apendice-que-eu-nem-tenho.html' title='Fatos e verdades inconvenientes do amor'/><author><name>Sr.Apêndice</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06401557361250199504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/S9qRaDfVwBI/AAAAAAAAAFc/v_Pnj5WAq58/S220/Official+Sr.+Apendice.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/S_3VMzfPGBI/AAAAAAAAAKE/57WbjjhPquI/s72-c/Official+1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>24</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6139594132216958348.post-5982597463518525221</id><published>2010-05-18T22:20:00.039-03:00</published><updated>2010-05-20T21:02:55.083-03:00</updated><title type='text'>Quero me apaixonar!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/S_M9jzFJnPI/AAAAAAAAAH8/wE2PUnmoW7I/s1600/In+Love+Paper+Bag.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/S_M9jzFJnPI/AAAAAAAAAH8/wE2PUnmoW7I/s320/In+Love+Paper+Bag.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472785657401810162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Neste mundo tem louco para tudo. Uns acreditam que &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(204, 102, 0); font-family: verdana;" href="http://blogdoerivelcro.blogspot.com/2010/05/jesus-cristo-era-um-et.html"&gt;Jesus Cristo voltará em um disco-voador&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;, outros correm &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(204, 102, 0); font-family: verdana;" href="http://capinando.blogspot.com/2009/07/maratona-dos-pelados.html"&gt;maratonas pelados&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;, e ainda há aqueles que  elegem um &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(204, 102, 0); font-family: verdana;" href="http://entretenimento.r7.com/bichos/noticias/quando-sao-paulo-elegeu-um-rinoceronte-20091206.html"&gt;rinoceronte para vereador&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; (se bem que muitos votam em coisas bem piores...). Há bizarrices e absurdos suficientes por aí, e sempre vai haver alguém disposto a testar os limites de nossa imaginação. No entanto, a loucura mais comum e corriqueira que existe, é o nosso desejo latente e constante de eliminarmos nosso senso de racionalidade. No fundo, gostamos de ser loucos, de saborearmos a insensatez, caso contrário não viveríamos &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;arriscando nossa sanidade&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; em nosso anseio vital de nos &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;apaixonarmos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Paixão e loucura quase chegam a ser sinônimos. Digitem essas palavras juntas no Google, e vocês irão encontrar mais 6.350.000 resultados, que vão desde músicas bregas até histórias de pessoas que literalmente enlouqueceram, e foram internadas em um sanatório por causa de uma grande paixão. Por isso, quando vejo uma pessoa por aí gritando "eu quero me apaixonar", fico no impasse de mandá-la para um psiquiatra ou até mesmo para uma sessão do descarrego da Igreja Universal do Reino de Deus. Mas claro que eu não faço nada, pois  também surto desse jeito seguidamente. "Macaco olha teu rabo", já dizia o velho ditado. Contudo, isso ainda não suprime minha convicção básica: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;apaixonar-se é enlouquecer&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;. Fato.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, pois não consigo ver coerência em desejarmos um sentimento que nos deixa sem o sono, sem  fome (anorexicos de plantão não contam), transforma nossos estômagos em uma criação de borboletas e vira nossas vidas de ponta-cabeça. Nossos sentidos ficam anestesiados e nossos corpos totalmente dopados. Agimos como chapados alucinados: nossos olhos só enxergam a pessoa, fruto de nossa paixão, e pensamos nela todo o tempo e em todos os lugares. Nenhuma notícia pode abalar nossos ouvidos, nem mesmo uma catástrofe nuclear ou que Jesus Cristo realmente voltou no tal disco-voador, acompanhado pela Dercy Gonçalves e pelo Michael Jackson. Entramos em realidade alternativa, beiramos entre o patético e a internação psiquiátrica, pois vemos o mundo mais colorido e cheio de coraçõezinhos que um desenho animado dos &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(204, 102, 0); font-family: verdana;" href="http://www.youtube.com/watch?v=sCGY-_vloWc&amp;amp;feature=related"&gt;Ursinhos Carinhosos&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;. Perdemos quaisquer sensos ou noções, pois nosso cérebro fica carregado de &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(204, 102, 0); font-family: verdana;" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dopamina"&gt;dopamina&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;, exatamente igual ao de um dependente químico... Oh, meu Deus! &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Paixão é realmente uma droga&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; tão poderosa que é capaz de fazer uma viagem de ácido "das braba" parecer bala de goma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E como se não bastasse tudo isso, ainda regredimos mentalmente. Estudos comprovam que o apaixonado tem problemas de concentração, raciocínio lógico e dificuldades em aprender coisas novas. Isso sem contar na sua total falta de discernimento perceptivo. Daí a explicação do porquê,  uma criatura apaixonada acha os modos daquele peão que arrota e come feijão com as unhas, mais refinados que os de um &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;maître &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;francês, ou então que aquele bagulho desdentado poderia ser estrela de um comercial da Colgate. Para piorar, além da cegueira a qual estamos submetidos, ainda fazemos coisas idiotas, como gastar o dinheiro que não temos em presentes mirabolantes, nos endividar em nome do amor e falar as maiores bobagens do mundo como se fossem parábolas bíblicas. Chegamos até ao cúmulo de achar o cocô do outro a coisa mais cheirosa do mundo. Viramos retardados mentais, inventamos "apelidinhos" gosmentos para o outro como "amoreco", "chuchuzinho", "bebezinhulindu", ou ainda produzimos sons indecifráveis como "tchucthucu" (ai, que ânsia de vômito...). Comprovado pessoal: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;a&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;paixão nos deixa burros&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Contudo, apesar de sermos resumidos a loucos, drogados e burros, ainda persistimos na nossa vontade de vivermos uma grande paixão, e de nos aventurarmos nas berlindas da inconsequência a qualquer custo. Afinal, o que é a estupidez ou a insensatez comparadas a um "eu te amo para sempre"? Assumimos nossa condição de idotas, bregas e piegas, mas por outro lado, temos a certeza de que viver e morrer na razão e na rigidez emocional também não tem graça nenhuma. Até porque nem mesmo um coquetel de Ecstasy, LSD, Anfetamina e suco Golly poderia produzir em nossos corpos as sensações extrassensoriais que só uma paixão é capaz. Sintam isso ao som bate-estaca de um psy trance, e veremos que a paixão é o mesmo que uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;rave &lt;/span&gt;na alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Falando em alma, apaixonar-se também não deixa de ser um negócio disputado entre o céu e o inferno, pois nossa felicidade e sanidade dependem essencialmente de uma outra pessoa. Pensem: se ela nos dá atenção, nem que seja um toque para o celular no meio da noite,  subimos ao paraíso e curtimos uma festa VIP com os anjos. Caso contrário, se somos ignorados ou esquecidos, dançamos forró nas brasas infernais, tendo o Diabo como DJ. Desespero, agonia, vontade de morrer... ah sim, tudo isso faz parte do contrato da paixão, mas está escrito em letras minúsculas abaixo das linhas pontilhadas, normalmente ignoradas por quem as assina.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Enfim, não tem jeito mesmo. Ainda que existam loucos suficientes para &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(204, 102, 0); font-family: verdana;" href="http://www2.uol.com.br/JC/sites/tubarao/materia_noronha.htm"&gt;nadarem com tubarões&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;ou para apanharem em&lt;/span&gt; &lt;a style="color: rgb(204, 102, 0); font-family: verdana;" href="http://www.revistabrasileiros.com.br/edicoes/7/textos/199/"&gt;casas de sadomasoquismo&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;, eles nunca superarão aqueles que decidem se apaixonar e se entregar às imprevisibilidades de seus cérebros e corações. Muitos podem dizer que "nunca mais irão se apaixonar de novo", mas a verdade é que todos vivem à procura, dia após dia, por todas aquelas sensações arrebatadoras que nos transformam em seres ridículos, retardados e malucos.  Então, se alguém hoje me diz "quero me apaixonar", antes de responder "eu também", penso que talvez um "boa sorte" seja mais adequado...&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6139594132216958348-5982597463518525221?l=cronicasdoapendice.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/feeds/5982597463518525221/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/2010/05/quero-me-apaixonar.html#comment-form' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6139594132216958348/posts/default/5982597463518525221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6139594132216958348/posts/default/5982597463518525221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/2010/05/quero-me-apaixonar.html' title='Quero me apaixonar!'/><author><name>Sr.Apêndice</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06401557361250199504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/S9qRaDfVwBI/AAAAAAAAAFc/v_Pnj5WAq58/S220/Official+Sr.+Apendice.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/S_M9jzFJnPI/AAAAAAAAAH8/wE2PUnmoW7I/s72-c/In+Love+Paper+Bag.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6139594132216958348.post-7826315994972955355</id><published>2010-05-10T05:58:00.094-03:00</published><updated>2011-06-02T07:47:48.427-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='canalhices'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rejeição'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fim de relacionamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='traumas'/><title type='text'>"Teu mal é RECALQUE!"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/S-fM2FY4vSI/AAAAAAAAAHk/j0aw7ZC7qPc/s1600/De+cara.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 304px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/S-fM2FY4vSI/AAAAAAAAAHk/j0aw7ZC7qPc/s320/De+cara.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5469565501996317986" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Em todo fim de relacionamento que se preze, sair ressentido não é uma opção, mas sim um acessório do pacote. É aquilo: toda a relação acumula roupa suja o suficiente para transformar o pós-término numa verdadeira lavanderia. Sendo assim, sentir-se ofendido ou indignado com algo que a relação a dois oferece, é mais trivial do que pipoca no cinema. Claro, tem horas em que o relacionamento anda mais por baixo do que tetas de cadela prenha, e qualquer "corno" ou "vadia" viram elogios edificantes.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, mesmo que a situação nunca tenha chegado às vias das farpas verbais e das passagens de ida sem volta aos nossos orifícios retais, com o fim, ainda existirá um sentimento estranho, incomodo como uma unha encravada e azedo como leite talhado. Nessa hora, todo o cuidado é pouco. Podemos fingir que não estamos sentindo nada, deixar essa sensação ir adormecendo  e ficarmos mesmo no nível "putodacara" da vida. Ou então, podemos dar vazão a esse sentimento agonizante, e deixar que o lado negro e obscuro que existe em nós tome conta. Estamos falando de liberarmos um veneno dentro de nossas próprias veias, e de abrirmos alas para o carro-chefe de toda negatividade: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;o recalque&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outra crônica falei de como podemos &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(204, 102, 0); font-family: verdana;" href="http://cronicasdoapendice.blogspot.com/2010/04/encarando-o-temido-fim.html"&gt;encarar o fim&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;, e ao tratarmos de recalque a questão recai, porém, sobre a forma de como processamos o final de um relacionamento. Para um recalcado, a relação nunca chega ao ponto final, pois ele fica ainda contando as exclamações, interrogações e reticências. Particularmente, não conheço ofensa maior do que chamar uma pessoa de recalcada. Outros insultos viram primários e até infantis, diante do peso moral de sentir a frustração, o ódio e a inveja alheia como um escudo para nossa incapacidade de progresso. Acusar alguém de recalcado é algo  realmente perverso. Não é um insulto qualquer, como "broxa", "otário" ou "emo". Dizer: "teu mal é  RECALQUE!", é quase uma maldição, é como esfregar fezes quentes de cachorro na cara de alguém. Não é só expor um defeito do outro, é praticamente um convite ao esgoto emocional dessa criatura.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Titio &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(204, 102, 0); font-family: verdana;" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Freud"&gt;Sigmund Freud&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; explica que o recalque é um problema decorrente da falta de aceitação da pessoa sobre um fato, no caso, um fim. É um trauma que a pessoa guarda no seu inconsciente, que serve como uma autopunição na repressão de seus desejos. Ok, mesmo que vocês não tenham entendido bulhufas desse blá-blá-blá psicanalítico, fica a dica que ao se tratar do recalque de alguém, a coisa é mais feia do que um &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(204, 102, 0); font-family: verdana;" href="http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2010/05/espanhol-que-recebeu-transplante-de-rosto-em-janeiro-recebe-alta.html"&gt;transplante de rosto&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;. Aliás, convencer um recalcado de que ele está errado sobre algo, é o mesmo que um trabalho de parto dentro de um fusca no escuro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Um recalcado é acima de tudo, um ser  patologicamente teimoso e insistente, alguém que fica batendo na mesma tecla e se nega a seguir em frente.  É como se a vida da pessoa virasse uma prisão de ventre, na qual nenhum Lactopurga ou Activia pudesse dar jeito. Claro, não é novidade nenhuma que o fim de um relacionamento é dose, e realmente pode nos deixar sem rumo e  tal, mas tudo é a questão do nosso foco sobre o problema. Nesse processo de elaboração do "acabou, não dá mais", ficar "putodacara" é compreensível, e até mesmo aceitável em certo casos. No entanto, recalcar-se,  é o mesmo que colar um rótulo de "decadência" na testa. É praticamente assinar um atestado de óbito para nossa dignidade.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O irônico é que um recalcado nunca assume seu recalque! Tio Freud explica que isso é uma defesa do nosso subconsciente, mas não é preciso entrar nas viagens do fundador da psicanálise para se entender a mentalidade de um recalcado. Tudo gira sempre em torno do amor ressentido. Distinguir uma pessoa "putadacara" de uma recalcada é algo relativamente simples. Por mais que o assunto seja o mesmo, são notáveis suas diferenças no modo como expõem seus cotovelos doloridos. Vejam os exemplos: (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;nota do Sr. Apêndice: as situações e a linguagem podem variar de acordo com os sexos, mas tentei fazer os diálogos bem generalizados&lt;/span&gt;)&lt;/span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Putadacara":&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Quando namorávamos, eu fiz o que pude para manter a relação. Não deu certo, foda-se! Mais uma cerveja, por favor...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;Recalcada: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Eu fiz de tudo para salvar a relação, e ele(a) não se importou! Por quê? Como assim só penso em mim!!!??? Vai se fuder! E me dá o telefone que eu vou ligar e discutir isso agora...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Putadacara":&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Ahh... ele(a) já tá caindo na night, e já tá armando esquemão... Tudo bem, foda-se, hoje eu pego qualquer um(a) só pra dar nos dedos dele(a) e não ficar pra trás!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Recalcada:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt; COMO ASSIM, ELE(A) VAI FICAR COM OUTRO(A)??? QUEM É ESSE(A) FDP???!!! DEVE SER UM(A) BAITA ESCROTO(A) IGUAL A ELE(A)!!! EU DE CARA? POR MIM QUE SE EXPLODAM, EU NÃO TÔ NEM AÍ... (procurando a navalha e o celular para mandar uma mensagem...)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Putadacara":&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt; E aí, vamos sair hoje? Sei lá pra onde, o importante é sair e tomar um trago...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Recalcada: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vi no Twitter e no Orkut do Fulano(a) que eles vão sair e vão aprontar algo! Nós vamos atrás dele(a), e vamos ficar de olho! FDP!!! Ainda posta no Twitter o que vai fazer! Bem tipo daquele(a) ordinário(a)!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Putadacara": &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sim, vi com quem ele(a) anda ficando. O que eu posso dizer? Se ele(a) quer baixar o nível, o problema é dele(a). Claro que tô de cara, mas na boa, foda-se, sou mais eu. E vamos beber...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;Recalcada: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;TU VIU COM QUEM ELE(A) ANDA FICANDO???!!! UM(A) BAITA PUTO(A), CHINELO(A), VAGABUNDO(A) DIZEM QUE ATÉ AIDS TEM... BAGACEIRO(A), CRETINO(A) É BEM A CARA DELE(A) PEGAR ESSE TIPO DE GENTE!!! EU QUERO M&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;AIS É QUE ELES CASEM, SE CONTAMINEM E MORRAM!!! MORRAM PORQUE EU NÃO TO NEM AÍ!!! NEM AÍ, SEUS MERDAS!!! FODAM-SE OS DOIS, EU TÔ BEM MELHOR!!! HAHAHAHAHA... (riso forçado seguido de choro e/ou ataque de raiva)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Putadacara":&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sexo tá me fazendo uma falta danada...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Recalcada:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt; Na cama a criatura era um desastre. Totalmente broxante. Era um(a) pateta, sem pegada nenhuma, mal sabia fazer um papai-mamãe!  Bem, pelo menos trepei o suficiente com ele(a) a ponto de não ter mais nada o que fazer. Quem vier agora vai ter que se contentar com os restos que EU deixei...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" style="font-family: verdana;" href="http://4.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/S-h5y10C57I/AAAAAAAAAHs/DRoOu5q2QKI/s1600/Freud+Explica.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 232px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/S-h5y10C57I/AAAAAAAAAHs/DRoOu5q2QKI/s320/Freud+Explica.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5469755661787260850" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notem que estar "putodacara" não deixa de ser uma forma "suave" de recalque. Só que o "putodacara" não fica resmungando &lt;/span&gt;&lt;img style="font-family: verdana;" src="file:///C:/DOCUME%7E1/Gregory/CONFIG%7E1/Temp/moz-screenshot.png" alt="" /&gt;&lt;img style="font-family: verdana;" src="file:///C:/DOCUME%7E1/Gregory/CONFIG%7E1/Temp/moz-screenshot-1.png" alt="" /&gt;&lt;img style="font-family: verdana;" src="file:///C:/DOCUME%7E1/Gregory/CONFIG%7E1/Temp/moz-screenshot-2.png" alt="" /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;incessantemente sobre uma relação terminada. No caso dele, a indignação é mais forte que a frustração, então tudo é uma questão de "tocar o foda-se". No caso do recalque, a ficha pode demorar a cair. Ver o outro numa melhor, e depender disso para torturar-se é deprimente. Ah sim, esqueci de dizer, mas o recalque tem funções masoquistas. Além disso, internamente, as roupas sujas da mágoa, do ódio e da inveja podem demorar tempos para serem bem enxaguadas na lavanderia da aceitação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E não pense que você aí, não tem uma gota de recalque dentro de si. Isso mesmo, o recalque é algo que existe em todos nós, já dizia nosso, agora mais íntimo, titio Freud. E não adianta fugir disso. Ah, você aceita tudo numa boa, não sente nada quando enfrenta o fim? Aham, você só pode ser um monge budista ou um robô. Ou um banana.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ademais, ao se tratar de um recalcado espere pelos maiores absurdos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois como se não bastasse, o recalcado, além de lidar com sua dor da forma mais negativa possível, ainda arranja tempo para criar situações dignas de um circo mambembe. Já vi pessoas que em nome de seu ressentimento, fizeram coisas tão enfadonhas que deixariam os abobados do Zorra Total com vergonha. Trotes para o(a) ex no meio da madrugada, ameaças de morte, porres homéricos com direito a fiascos em lugares públicos, confissões sexuais em comunidades no Orkut, fotos do tipo "caiu na net" espalhadas por sites pornográficos, etc. Mas o "melhor", são os casos de recalcados que roubam roupas íntimas do(a) ex e levam para um terreiro, a fim de fazerem macumba, pedindo para  que "Exu Não-Sei-Das-Quantas" traga a pessoa de volta (ou a destrua de vez!).   O detalhe que eu não sei, é se essa cueca ou calcinha, tem que estar limpa ou suja... Bem, depende da tara do Pai de Santo. Há  também um bando de malucos, que pegam fios de cabelo do(a) ex para fazerem bonequinhos de vudu. Sim, eu disse isso mesmo: bonequinhos de vudu! (Esse assunto ainda irá me render uma outra crônica no futuro...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais, não tem jeito mesmo. Melhor ficarmos "putosdacara" com a condição humana, e fingirmos que conhecemos bem nosso inconsciente a ponto de nunca nos surpreendermos com ele. Pois se no amor tudo é possível, imaginem o amor recalcado? Deus nos dê forças! E apesar de vermos o seres humanos agindo feito loucos, de maneiras &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;que nem mesmo titio Freud explica, o verdadeiro mal dessa história toda, na realidade, não é o recalque. É o amor.  &lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;          &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6139594132216958348-7826315994972955355?l=cronicasdoapendice.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/feeds/7826315994972955355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/2010/05/teu-mal-e-recalque.html#comment-form' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6139594132216958348/posts/default/7826315994972955355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6139594132216958348/posts/default/7826315994972955355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/2010/05/teu-mal-e-recalque.html' title='&quot;Teu mal é RECALQUE!&quot;'/><author><name>Sr.Apêndice</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06401557361250199504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/S9qRaDfVwBI/AAAAAAAAAFc/v_Pnj5WAq58/S220/Official+Sr.+Apendice.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/S-fM2FY4vSI/AAAAAAAAAHk/j0aw7ZC7qPc/s72-c/De+cara.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6139594132216958348.post-2079988793704422981</id><published>2010-05-05T09:15:00.052-03:00</published><updated>2011-06-02T07:44:52.358-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='problemas no relacionamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conselhos furados'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='indecisões'/><title type='text'>"Te quero, mas não te quero..."</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/S-Fqd7n8MsI/AAAAAAAAAHc/8nUT7khC-Fs/s1600/Test+GREAT+Couple+Paper+Bag+2.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 214px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/S-Fqd7n8MsI/AAAAAAAAAHc/8nUT7khC-Fs/s320/Test+GREAT+Couple+Paper+Bag+2.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5467768485058458306" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tem contradições que só o amor é capaz de nos fazer viver. A incoerência do que sentimos e o desacordo do que dizemos, só são possíveis mesmo através dessa coisa insana. Afinal, que graça teria amar se não fosse pelas confusões e diversidades que esse sentimento nos faz sofrer? (Finjam que acreditam nisso, e tomar doses de calmante para dormir vai fazer muito mais sentido...)&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, nessa loucura, dizer "eu te amo" uma hora, e "eu  não te  suporto mais" em outra, é tão banal quanto um sanduíche de presunto e queijo. Querer estar perto e longe não se trata mais de uma questão relativa ao tempo e espaço,  ideia que faria até o próprio Einstein jogar fora sua teoria e cortar os pulsos com uma faca de serrinha. Por isso, antes que vocês façam o mesmo porque o relacionamento chegou ao impasse do "quero, mas não quero", o titio Apêndice aqui vai tentar confundi-los ainda mais. (Se não der certo, lembre-se que a cachaça está aí para isso mesmo!)&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira coisa a se pensar, é que as pessoas são complicadas, complexas e cheias de manias. Logo, seus relacionamentos inclinam-se a seguir essas tendências. Uma pessoa confusa (daquelas que quando vai fazer vestibular, fica em dúvida entre Engenharia Agrícola, Enfermagem ou Filosofia...) possivelmente terá o mesmo comportamento quando inventar de se enfiar em uma relação. "Mas o comprometimento pode mudar uma pessoa, a deixar menos confusa", um de vocês certamente irá me alegar. Aham, e isso é tão certo quanto o Paraguai ganhar a Copa do Mundo. A dúvida é uma lêndia na cabeça das pessoas, alojada ali desde o dia em que se começa um relacionamento. O tempo dessa lêndia eclodir, virar piolho e começar a coçar pode variar, mas no entanto, para todos os efeitos, ela sempre estará lá. E não tem Escabin que a remova, nem mesmo se você for careca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Outro ponto a ser considerado, e aí, eu jogo mesmo a batata quente sobre vossas mãos queimadas, vem por meio daquela pergunta clássica que nossos pais fazem constantemente: "o que você quer da vida?". Sim, isso mesmo! Um relacionamento tem tudo a ver com um objetivo de um padrão/modelo de vida que você deseja. Ok, sei que as palavras "modelo de vida" e "relacionamento" podem assustar mais do que um zumbi da Dercy Gonçalves e o ET de Varginha fazendo sexo em 2012, mas pensar sobre isso pode ser uma luz. Você quer farra? Beber até morrer e cair na pegação? Quer ficar só na tua, sem alguém te cobrando? Então para que você precisa de um comprometimento com alguém?&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, mas você gosta da pessoa... Já estão há um tempo considerável juntos, desenvolveram um sentimento e até caíram na asneira de dizer "te amo para sempre e nunca vamos nos separar." Por isso, ao olhar para a criatura do seu lado, não dá para imaginar por qual ralo escorreu todo aquele mundo de sentimentos intensos e aquela vontade, quase que vital, de estar ao seu lado. Antes, se a pessoa não ligasse, você quase morria de agonia. Hoje, você não faz mais nem questão de atender o celular, mesmo que ele(a) te ligue umas 10 vezes por hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eu sempre me pergunto como alguém pode ainda querer continuar um relacionamento, mesmo com dúvidas e indiferenças? Bem, eu também vivo me questionando como tem pessoas que colocam piercings nas genitálias, gastam $550,00 dólares para comerem lesma no Ritz e votam no Sarney.  E por mais que eu não compreenda essas e outras coisas, sei que o principal motivo de várias relações perdurarem e se arrastarem feito chinelos em um asilo, deve-se ao tal apego, oriundo da nossa mais íntima e profunda carência humana. Ora, se é tão difícil jogarmos fora certas coisas que nos trazem boas lembranças, seja lá um urso de pelúcia, um bilhete ou até mesmo um papel de bala, o que se dirá de um relacionamento!&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A própria confusão, do querer e não querer tal pessoa, é no fundo uma dificuldade visceral que temos de nos desprender daquilo que tanto nos fez bem, como uma roupa favorita que não nos serve mais. Por isso ficamos tão agoniados, reclamamos tanto da situação a qual estamos submetidos. Queremos ficar livres, desimpedidos, mas nos negamos a pagar o  preço por isso. E daí, de nada nos serve as indagações internas, os cálculos avaliando se vale mesmo a pena largar um relacionamento com tanta coisa vivida. Porém, o negócio, doa a quem doer, na maioria das vezes é tudo uma questão de egoísmo, pois ficamos tão focados nas nossas necessidades que quase esquecemos da outra pessoa. Ah, sim... a outra pessoa! Pois é, você está pronto para deixar ela também cair na gandaia e seguir sua nova vida, hein? Preparado para a ver beijando outra boca? Ver que você ali não tem mais mando de campo? É, eu sei, pimenta nos olhos dos outros é colírio...&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, sejam objetivos e reflitam bastante quando chegarem nesse momento crucial de seus relacionamentos. Perguntem-se várias vezes: "consigo me imaginar daqui a uma semana, um mês, um ano ou um século ao lado dessa pessoa?" ou, "por que eu quero tanto essa criatura na minha vida, se eu não a aguento mais?". Não tem outro jeito, mas despedir-se de um relacionamento, é no fundo, dar um adeus para um pedaço de nós. A vida tem que seguir em frente, não adianta fazer birra, chorar e espernear. Felicidade não combina com "quero, mas não te quero", assim como o amor não tem boas relações com a dúvida. &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica então a sabedoria daquele velho ditado, uma pérola da filosofia popular: "na vida, tem horas que ou se caga, ou se desocupa a moita". Pois, por mais que pareça o contrário, não podemos guardar as pessoas em uma gaveta e as deixar jogadas por lá, enquanto o mundo congela para pensarmos no que fazer. E cair na farra, óbvio...  &lt;/span&gt;        &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6139594132216958348-2079988793704422981?l=cronicasdoapendice.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/feeds/2079988793704422981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/2010/05/te-quero-mas-nao-te-quero.html#comment-form' title='24 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6139594132216958348/posts/default/2079988793704422981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6139594132216958348/posts/default/2079988793704422981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/2010/05/te-quero-mas-nao-te-quero.html' title='&quot;Te quero, mas não te quero...&quot;'/><author><name>Sr.Apêndice</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06401557361250199504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/S9qRaDfVwBI/AAAAAAAAAFc/v_Pnj5WAq58/S220/Official+Sr.+Apendice.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/S-Fqd7n8MsI/AAAAAAAAAHc/8nUT7khC-Fs/s72-c/Test+GREAT+Couple+Paper+Bag+2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>24</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6139594132216958348.post-6530450624547338867</id><published>2010-05-03T08:03:00.007-03:00</published><updated>2011-06-02T07:41:13.188-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='problemas no relacionamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='canalhices'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='infidelidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='traumas'/><title type='text'>"Putz, fudeu!"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/S96t34vquyI/AAAAAAAAAGc/MPo5z_DVW74/s1600/OH_NOES.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 319px; height: 237px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/S96t34vquyI/AAAAAAAAAGc/MPo5z_DVW74/s320/OH_NOES.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466998173311089442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não adianta, mas no mundo dos relacionamentos, existirá uma maldita hora em que eles serão acometidos por um momento tão útil e necessário quanto uma diarreia infernal no meio da rua. E justamente como essa situação, ainda poderá acontecer o caso da sua relação entrar desesperada num banheiro imundo da vida e não ter um infame pedaço de papel higiênico. Nessas horas inglórias, o destino te sorri com dentes amarelados, olha na tua cara e diz: "só lamento por ti".&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem passou por isso em uma relação, sabe do que estou falando. Há momentos em nossas vidas amorosas, que nos sentimos tão impotentes e miseráveis com uma determinada situação, que tudo pode ser resumido numa única expressão: "putz, fudeu!".&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando um relacionamento confrontra um momento "putz, fudeu!",  é aí que percebemos as rachaduras no pedestal sobre o qual colocamos aquela pessoa, que até então resumia o que admirávamos e desejávamos em outro alguém. É o ponto divisor de águas em um relacionamento, o momento em que sentimos que a partir dali nada será como antes. Em casos mais premonitórios, dignos de cigana de parque de diversões, é quando visualizamos o começo do fim. É triste, lamentável e profético. É até mesmo bizarro, mas o mundo está cheio de exemplos de relacionamentos que não deram certo por causas ridículas e improváveis.  Casamentos de anos acabam por causa de uma margarina mal raspada ou de um tubo de pasta de dentes aberto em cima da pia. Namoros nem chegam a começar, porque a pessoa ri feito uma hiena histérica ou "pq iscrevi dessi jeitinhuuu p falar c miguxus nu msn!!!!!!".&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, há casos mais fatuais e drásticos, como aquele olhar abalado do seu(sua) namorado(a) quando viu a(o) ex passar na rua depois de tempos sem se verem. Ou então aquele papinho clássico de que ele(a) precisava de mais espaço na relação, porque desde que Vênus se alinhou com Júpiter e começou a atrapalhar a reprodução do salmão na Escandinávia, às coisas tem andando  estranhas entre vocês. Em momentos como esses, tudo o que  nos resta é respirar fundo e tomar em nosso orifício retal favorito. E acreditem, às coisas sempre tendem a piorar, a níveis apocalípticos se possível. Contarei a vocês um caso real, digno de um dos maiores "putz, fudeu!" que conheço.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, uma amiga minha acabou seu namoro quando descobriu que o namorado fazendeiro mantinha relações sexuais com uma vaca. Não, não é força de expressã&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" style="font-family: verdana;" href="http://2.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/S97X5wS2G5I/AAAAAAAAAHM/hePlhUJlj9g/s1600/O+caso+da+vaca.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 220px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/S97X5wS2G5I/AAAAAAAAAHM/hePlhUJlj9g/s320/O+caso+da+vaca.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5467044384890821522" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;o. Era uma vaca mesmo. Quadrúpede, malhada, com chifres, sineta no pescoço e possivelmente apelidada de "Mimosa".  O momento "putz, fudeu!" dessa minha amiga aconteceu no dia em que foi visitar a fazenda do namorado. Até então, ela não tinha grandes reclamações dele, a salvo do excesso de grossura da criatura. Mas tudo bem, ela até curtia um cara mais rude. No dia do acontecido, ela estava dando uma volta  e aproveitando o ar campestre, quando resolveu dar uma espiada nas vacas. Para sua surpresa, ao chegar no curral, acabou flagrando o namorado em cima de um banquinho, "montado" em uma vaca. Detalhe que o "cowboy" não entendeu o término da relação. Em sua concepção, tão esclarecida quanto a de um boi, ele não havia feito nada de errado. Sua namorada não tinha motivos para se sentir traída, pois a "Mimosa" não era exatamente uma pessoa, e portanto não se tratava de um caso de adultério. Além disso, "ela que deixasse de ser boba", pois ele era muito apegado àquela vaquinha desde pequeno...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Evidentemente, não é preciso descobrir tendências zoófilas no outro para que um relacionamento caia no brejo do "putz, fudeu!". Basta às vezes, coisas mais simples e sutis, como um olhar  vazio, a pressa da outra pessoa em largar os braços num abraço, ou aquele beijo, que de uma hora para outra não se encaixa mais. São aqueles minutos intermináveis de tensão que fica implícito naquele "nada, tô bem" , seguido por um silêncio funebre, uma resposta óbvia após a pergunta: "tem algo de errado? Qual o motivo dessa cara fechada?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Se o relacionamento sobrevive ou não após um momento "putz, fudeu!" isso é variável, mas as chances são sempre pequenas. E mesmo que ele siga em frente, será como se tivesse sofrido uma amputação e começasse a andar de muletas. Por várias vezes, ele serve como um banho de água fria na relação. Por outras, como um alerta divino mostrando quem é realmente a pessoa pela qual você andava suspirando à toa.  Imaginem serem chamados por outro nome no meio da noite? Ou então saber que a pessoa conta seus detalhes sexuais para a própria mãe? Ou pior: imaginem a decepção de descobrir que a pessoa pela qual vocês andavam interessados é fã do &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(204, 102, 0); font-family: verdana;" href="http://odeiojustinbieber.webnode.com.br/"&gt;Justin Bieber&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;!&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E já que aqui estamos num tom de desgraça, por mais persistente que eu seja nas batalhas sentimentais, tenho que ser analítico, fatalista e realista o suficiente para dar-lhes a "boa" notícia: no amor, um momento "putz, fudeu!" é tão inevitável e fatídico quanto pisar num bolo de cocô de cachorro nas calçadas da vida. Mas claro, esses momentos são logo esquecidos quando encontramos um novo relacionamento com a quilometragem zerada. Quer dizer, esquecidos até ali.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa minha amiga que foi traída por uma vaca,  parou de beber leite e repudia até um bife no açougue! Entre um passeio numa fazenda e uma visita ao inferno, ela certamente fica com a segunda opção. Quando a digo para deixar esse trauma de lado, ela me fita furiosa e pergunta indignada como eu me sentiria se fosse traído por um hambúrguer. Tenho que concordar com ela. Tem casos que "putz, fudeu!" para sempre. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6139594132216958348-6530450624547338867?l=cronicasdoapendice.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/feeds/6530450624547338867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/2010/05/putz-fudeu.html#comment-form' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6139594132216958348/posts/default/6530450624547338867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6139594132216958348/posts/default/6530450624547338867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/2010/05/putz-fudeu.html' title='&quot;Putz, fudeu!&quot;'/><author><name>Sr.Apêndice</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06401557361250199504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/S9qRaDfVwBI/AAAAAAAAAFc/v_Pnj5WAq58/S220/Official+Sr.+Apendice.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/S96t34vquyI/AAAAAAAAAGc/MPo5z_DVW74/s72-c/OH_NOES.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6139594132216958348.post-3717145835208122157</id><published>2010-04-29T08:22:00.005-03:00</published><updated>2011-06-02T07:33:17.008-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fim de relacionamento'/><title type='text'>Encarando o temido FIM</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/S9lsb3SCc_I/AAAAAAAAAFE/uUFjFQ647nA/s1600/sad-face-paper-bag1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 298px; height: 211px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/S9lsb3SCc_I/AAAAAAAAAFE/uUFjFQ647nA/s320/sad-face-paper-bag1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465518848742683634" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Busquem sua panela de brigadeiro, carreguem na dose do whisky mais ordinário que vocês conhecem, e selecionem aquela música mais melancolicamente cretina que vocês tem nos seus MP3 (vale tudo desde o "pagodão dor de corno" até o "emocore corta pulso"...). O importante é que vocês estejam psicologicamente preparados para nosso incômodo assunto de hoje, que por mais complexo que seja, ainda pode ser resumido em 3 letras: FIM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Normalmente, quando ele vem a acontecer, nunca estamos prontos o suficiente. Particularmente, acho que essa é a razão pela qual o superestimamos tanto. Afinal, não tem jeito: quando a hora do temido FIM chega,  por mais precavidos e prevenidos que estejamos, a coisa sempre aperta. Bah, até parece que estamos falando de morte! Mas é assim que muitos agem quando aquele namoro de anos ou até mesmo o rolo do fim de semana chega no momento do "não quero mais". Viver pode se tornar uma via sacra de lágrimas, desesperos e porquês nunca entendidos ou respondidos. E tudo isso por causa da nossa condição humana de depender de outro ser humano...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegamos ao fundo do poço de nossa desgraça emocional, o bom senso, a racionalidade e a noção do ridículo combinam um motim e fogem de nossos corpos. Como ratos farreando na ausência do gato, entram em cena então a ralé do nosso recalque, ou seja, a autopiedade, a mágoa, o desespero e a frustração. Diante dessa orgia de sentimentos destrutivos, a dignidade se atira pela janela. E aí, quando ela vai, ficamos a mercê de nos tornarmos zumbis de pijamas amarrotados que se entopem de qualquer coisa à base de chocolate e açúcar. Nesse estado catatônico também estamos na faixa de risco de chorarmos até secarmos. E não é um simples choro. Trata-se de um dilúvio lacrimal, provocado pelas coisas mais absurdas que existem. (Eu conheci uma pessoa que berrava sempre que via uma &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=ILJo9H5g-cg&amp;amp;feature=PlayList&amp;amp;p=40CDD36595B1A4BE&amp;amp;playnext_from=PL&amp;amp;playnext=1&amp;amp;index=7"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 0);"&gt;propaganda do Banco Real&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, e não era por causa da crise nem de seu saldo negativo...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um lado, isso até é compreensível. Elaborar um FIM não é uma coisa muito fácil mesmo. Ainda mais porque cremos que a suposta resposta para nossa catástrofe sentimental não está em nós mesmo, e sim na criatura que nos deu um fora ou pontuou o fim da relação. E apesar de não ser muito prático, sou cara de pau o suficiente para reconhecer que em certos casos, é deplorável ver as pessoas fazendo tempestades em copos de lágrimas por causa de uma OUTRA pessoa, que certamente está bem melhor do que elas.  Aliás, quem normalmente termina a relação sempre fica numa situação mais cômoda e confortável. Fato. (Mas isso por enquanto é assunto para outra hora...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem, eu sei que por várias vezes a fossa é inevitável e corações quebrados nem Super Bonder cola, mas tudo tem um limite. Até a depressão pós-FIM tem que ter um FIM! Ainda mais quando se está vivo o suficiente para termos a bendita honra de arriscar nossos surrados sentimentos em uma nova relação, e acreditarmos que "dessa vez" tudo poderá ser diferente. Eu sempre acredito nisso, mas também creio que o Brasil é o país do futuro e que os sacos de Ruffles tem mais batatinhas do que ar dentro deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por mais que a desilusão típica do FIM seja uma das piores coisas a se encarar, não adianta fazer manha: o FIM é o destino de todas às coisas na vida mesmo. Então porque seria diferente com relacionamentos amorosos? O que nos resta é enfrentar, aceitar, e principalmente suportar o FIM com todas nossas forças possíveis (mas com todas mesmo, a ponto de vocês as retirarem do fundo de seus orifícios retais com um pauzinho de picolé se possível!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acreditem, esse caminho ainda é mais decente e resoluto do que se tornar um zumbi de camiseta velha, comendo brigadeiro de panela e assistindo Sessão da Tarde. E não tem outro jeito: o sofrimento não é opcional quando se trata de relacionamentos. Por isso levantem suas cabeças (se for o caso as cubram com um saco de papel igual ao meu) e aprendam pelo cúmulo das auto ajudas: "o fim do mundo não é o fim do mundo"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, quando o FIM chegar sejam corajosos. Ele é inevitável, mas pode ser contornado e abrandado com o tempo, experiência e força de vontade (muita por sinal). Sejam otimistas. Lembrem-se que o FIM pressupõe o começo de algo novo, por isso tenham sempre esperanças nas coisas vindouras! Enfim, após esse blá-blá-blá típico de livro auto motivacional do &lt;a href="http://www.lairribeiro.com.br/"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 0);"&gt;Dr. Lair Ribeiro&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, façam um favor a si mesmos e parem de ser as coisas mais deprimentes a se deitarem em seus sofás numa tarde cinzenta de sábado. Ah, e também evitem a tentação de encher o saco dos outros (isso também é assunto para outra conversa) e de ouvir Fresno e Exaltasamba até enjoar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, como ninguém é de ferro, se quiserem sair para beber e afogar às mágoas, não se esqueçam de me convidar! Até mesmo porque quando se vive épocas de decadência sentimental e autopiedade, nada melhor do que ver o FIM das garrafas de vodka barata que a vida tem a nos oferecer...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6139594132216958348-3717145835208122157?l=cronicasdoapendice.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/feeds/3717145835208122157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/2010/04/encarando-o-temido-fim.html#comment-form' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6139594132216958348/posts/default/3717145835208122157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6139594132216958348/posts/default/3717145835208122157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/2010/04/encarando-o-temido-fim.html' title='Encarando o temido FIM'/><author><name>Sr.Apêndice</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06401557361250199504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/S9qRaDfVwBI/AAAAAAAAAFc/v_Pnj5WAq58/S220/Official+Sr.+Apendice.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/S9lsb3SCc_I/AAAAAAAAAFE/uUFjFQ647nA/s72-c/sad-face-paper-bag1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6139594132216958348.post-4673756574508095083</id><published>2010-04-26T07:38:00.003-03:00</published><updated>2011-06-02T07:32:56.246-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rejeição'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fim de relacionamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sr. Apêndice'/><title type='text'>Para início de conversa: "por que me chamo Sr. Apêndice?"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/S9qPuwbeQCI/AAAAAAAAAFM/uH5JAuLqqY8/s1600/Official+Sr.+Apendice.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 201px; height: 255px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/S9qPuwbeQCI/AAAAAAAAAFM/uH5JAuLqqY8/s320/Official+Sr.+Apendice.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465839131204403234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Para os possíveis interessados, curiosos ou seres que pensam "putz, o que estou fazendo aqui?", acho melhor explicar de uma vez o porquê do meu peculiar nome. Ou melhor, do meu fardo. Como imaginam, minha sina tem a ver com aquela coisa tubular, similar a uma minhoca e que supostamente não serve para nada. Não, não pensem que estou falando de outra parte do corpo! Me refiro mesmo ao famigerado e desdenhado &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(204, 102, 0); font-family: verdana;" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ap%C3%AAndice_vermiforme"&gt;apêndice&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;. (Se bem que a outra parte... não, não, melhor não comentar!)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;Sem rodeios ou lições de anatomia, convém dizer que o apêndice não serve para nada mesmo, a não ser ficar fazendo figuração no sistema digestivo nos livros de biologia. Claro, alguns médicos CDFs poderão te dizer que esse orgão mixuruca até dá uma maõzinha em nosso sistema imunológico, e te enrolar com outras de suas ultilidades tão expressivas quanto uma aspirina. No entanto, esses mesmos médicos não pensarão duas vezes em arrancá-lo na hora  em que ele der problemas e virar uma apendicite. Depois de uma cirurgia, cada vez mais simples e insignificante, eles te mandam para casa e dizem que sua vida seguirá normalmente sem o bendito apêndice. Talvez a única ressalva é que você fique 10 dias no máximo sem fazer sexo. E só. No mais é assim mesmo: "tchau apêndice, não precisamos mais de você!"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/S9qQ2OCUS-I/AAAAAAAAAFU/ZNIKu7KVg3M/s1600/Aqui+fica+o+ap%C3%AAndice.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 147px; height: 207px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/S9qQ2OCUS-I/AAAAAAAAAFU/ZNIKu7KVg3M/s320/Aqui+fica+o+ap%C3%AAndice.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465840358922669026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Pensando no meu azar com relacionamentos amorosos, vi que eu e o apêndice somos parecidos. Ambos dispensáveis, teoricamente sem grandes importâncias para a vida das pessoas, e cirurgicamente simples de sermos removidos. Assim como um apêndice, várias vezes meus relacionamentos viraram apendicite, ou seja, aquele estado em que o amor é mais dor e incomodo do que propriamente um sentimento de completude e paz de espírito. Nessa hora, tão temida quanto uma intervenção cirúrgica, o relacionamento chega naquele impasse que se resume em uma interjeição: "ai!" É... esse é o preço que se paga, cedo ou tarde, por se dizer "eu te amo" e dedicar dias de sua vida às incertezas dos relacionamentos amorosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há aqueles que ainda resolvem dar mais uma chance ao negócio, até para não dizerem que  não tentaram. Matam a questão no peito, engolem aquela coisa rançosa que é o amor sofrido à seco, e sentam esperando um milagre que salve aquela relação. Porém, na maioria dos casos, tudo é resolvido com o bom e velho "não dá mais, acabou, fim". (Tem também aqueles que acabam mandando às pessoas tomarem em seu orifício retal favorito, mas isso não vem ao caso agora...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer jeito, eu nunca sou aquele que resolve às coisas de um jeito tão prático. Sempre acredito na salvação dos relacionamentos falidos, assim como acredito na paz mundial e que os Reality Shows não são combinados. Em resposta às minhas nobres crenças, acabo sempre tomando em meu orifício retal favorito e sofro com a dor da rejeição e desilusão amorosa, para qual ainda não se descobriu remédio, cirurgia ou tratamento. Daí, só me resta enfiar um saco de papel na cara e me acostumar com essa tal dor (que nunca vai embora, apenas adormece). Quando já convivo bem com a bandida, volto mais uma vez ao jogo e continuo apostando nessa história de relacionamentos amorosos. Fazer o quê? Se amar é sofrer, eu só posso ser masoquista...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, essa história de apêndice até tem um fundamento interessante: mesmo que ele seja removido, e até mesmo esquecido por quem a perdeu, uma cicatriz e um espaço vazio marcarão para sempre essa pessoa, justamente como um amor que se acabou. Nada nessa vida é de graça, nem mesmo colocar um fim em algo. E assim como um apêndice, o coração pode inflamar e doer tanto quanto a pior das apendicites. Pelo menos função punitiva o apêndice tem.  Isso até serve como consolo. Afinal, sou o Sr. Apêndice  e não o Sr. "outra parte do corpo que não convém mencionar"...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6139594132216958348-4673756574508095083?l=cronicasdoapendice.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/feeds/4673756574508095083/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/2010/04/para-inicio-de-conversa-por-que-me.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6139594132216958348/posts/default/4673756574508095083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6139594132216958348/posts/default/4673756574508095083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoapendice.blogspot.com/2010/04/para-inicio-de-conversa-por-que-me.html' title='Para início de conversa: &quot;por que me chamo Sr. Apêndice?&quot;'/><author><name>Sr.Apêndice</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06401557361250199504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/S9qRaDfVwBI/AAAAAAAAAFc/v_Pnj5WAq58/S220/Official+Sr.+Apendice.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_jpyI6EIpEgk/S9qPuwbeQCI/AAAAAAAAAFM/uH5JAuLqqY8/s72-c/Official+Sr.+Apendice.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry></feed>
